A queda de um gigante
Publicado em 18.05.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores, Estratégias, Informações
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Foi em 1908 que a GM veio ao mundo como a conhecemos hoje, ao longo de 91 anos esta, que é uma das mais expressivas indústrias automobilísticas do mundo está chegando ao fim. O seu futuro é incerto, o que é certo é que a GM que conhecemos chegou ao fim. O que ela vai ser no seu post mortem não é o que vem ao caso neste texto.
Ao longo de uma vida, uma pessoa se forma, se transforma no que quer do mundo e no que quer fazer deste mundo, semeia seus idéia e seus genes, produz escolas e linhas de pensamentos e ideais e no fim morre por estar velho demais pra esse mundo.
A GM tem essa mesma história, inventou e reinventou o mundo automobilístico. Foi pioneira em uma série de invenções, aperfeiçoou tantas outras e seguiu tendências. Inovou em seu design, fabricou de carros esportivos a caminhões e “tanques de guerra” (Hummer). Empregou milhares de seres humanos mundo afora.
Mas o presente momento denúncia que seu fim chegou, há uma década esta empresa contraiu uma doença mortal, tentou ser quem sempre foi num mundo que não é mais aquilo que era. Seu simbolismo e sua arte tendem permanecer vivas por décadas a diante, mas sua história mostra que no mundo moderno inovar é preciso.
Interessante observar a GM e fazer uma breve comparação com a HONDA. A GM é dona de oito marcas – GMC, Chevrolet, SAAB, Cadillac, Hummer, Saturn, Pontiac, Buick; fornecendo no total 101 veículos para o mercado norte-americano. A Honda por sua vez, possui 18 veículos e mais 5 da Acura, divisão de luxo da Honda, além disso a empresa produz equipamentos domésticos, motores para barcos, motos e aviões.
Venho ouvindo muitas pessoas comentarem sobre a GM e a concordata que a empresa pretende divulgar. Há um certo inconformismo geral, de como que uma empresa como esta chega ao fim da noite para o dia. Nessas horas meus caros, olhar um pouco para as ações de uma empresa e ver o comportamento da mesma nos últimos tempos, ajuda os investidores a tomarem decisões racionais sobre as operações que pretendem fazer.
Após atingir US$ 94,63 em 28 de abril de 2000, o papel iniciou uma trajetória de queda que até o presente momento não teve fim, são quase 10 anos dentro de um claro canal de queda. Ano após ano, balanço após balanço, a empresa vem perdendo força, se enfraquecendo lentamente e caminhando para o seu fim.
Ainda que após a concordata a GM volte a respirar, eu me pergunto, será que ela vai continuar a ser como era, ou seja com 8 empresas e 101 veículos, ou vai se reduzir e se aperfeiçoar como as concorrentes japonesas? Isso o futuro vai dizer.
Na imagem (acima) trago os últimos 19 anos do papel e em destaque o canal de baixa. Quero fechar este texto com uma dica para investidores jovens e conservadores. Jamais comprem um papel porque ele caiu muito, se um papel caiu muito é porque algo que estava errado continua errado. Esperem o momento certo para comprar boas empresas com bons descontos nos preços. Mesmo boas e renomadas empresas podem chegar ao fim.
Artigo escrito por Rafael Valim.
Rafael Valim, geógrafo e trader, opera no mercado financeiro e colabora eventualmente com o CHR Investor.
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18 de maio de 2009 às 21:20
Rafael,
Faltou mencionar a Opel, Oldsmobile, Vauxhall e Wuling.
Um abraço
18 de maio de 2009 às 23:05
a Oldsmobile já foi desativada há algum tempo, talvez dois, tres anos.
19 de maio de 2009 às 16:00
[...] no artigo escrito pelo colaborador Rafael Valim e publicado ontem aqui no blog, sobre a queda da gigante GM, me ocorreu de escrever sobre o velho e surrado mito de que investimento seguro é investir nas [...]
20 de maio de 2009 às 18:50
Caro Leo,
Eu busquei mencionar apenas as empresas que atuavam no mercado norte-americano, por isso exclui algumas empresas do grupo internacional. O caso da Oldsmobile, como o Carlos mesmo disse as operações dela já tinham sido encerradas.
Abs