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A bolsa de valores como termômetro

Publicado em 23.04.2009 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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termometro Durante muitos anos, a performance das bolsas nas principais nações do mundo representava um indício de como a economia real iria se comportar no futuro. O mercado de capitais era visto como uma bola de cristal. A sabedoria de milhões de investidores antevia a direção das principais economias.

Mas nas últimas décadas, com o aumento das operações especulativas e com o surgimento de uma enormidade de produtos financeiros complexos, essa regra foi colocada em “xeque”. A bolha da internet nos anos 90 é um bom exemplo. O mercado sinalizou com uma forte valorização dos ativos “.com”, mas na economia real, essa realidade não se confirmou.

A volatilidade nos mercados aumentou consideralmente. O VIX, que acompanhamos semanalmente nas análises em vídeo, confirma isso.

Mas, em meio ao pior declínio econômico em pelo menos uma geração, uma recuperação das bolsas (como a que está ocorrendo nas últimas semanas) pode ser um sinal especialmente bom.

As bolsas são mais do que simplesmente uma medida da expectativa do investidor. Elas são uma medida de confiança. Numa época em que a maior parte dos males da economia reside na crise de confiança, em que tanto os consumidores quanto os empresários estão tão inseguros quanto ao futuro que cortam ao máximo as despesas, a alta das ações recente é  um importante sinal de que a maré pode estar começando a virar. Mais que isso, bolsas em alta podem ser, por si só, um importante estimulante da confiança.

Estudos apresentados recentemente no The Wall Street Journal, comprovam que em quase todos os 11 declínios econômicos dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial, o Dow Jones atingiu seu ponto mais baixo da recessão e começou a subida seis meses antes do início da recuperação da economia. Geralmente, os investidores ficam ansiosos para comprar papéis antes da recuperação econômica porque, quando eles sobem depois de uma recessão, os ganhos são consideráveis.

A alta das últimas semanas nos mercados com certeza não é reflexo de indicadores econômicos mais consistentes. Os números continuam muito ruins. A recuperação do mercado de ações pode estar sendo liderada, simplesmente, pelo fim do medo dos investidores.

“Temos certeza, por exemplo, que a economia estará em frangalhos duranto todo 2009 – e, a propósito, provavelmente muito depois – mas essa conclusão não nos diz se as bolsas de valores subirão ou cairão.”
Warren Buffett

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