Carteira de acumulação
Publicado em 03.03.2009 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
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A grande maioria dos leitores do blog não são profissionais do mercado. São investidores pessoa física, que procuram alguma orientação sobre como alocar os recursos de forma racional no mercado de renda variável.
Por não trabalharem diretamente na bolsa, não dispõem do tempo necessário para aproveitarem as oscilações de curto prazo. Precisam de uma abordagem de longo prazo. Precisam pensar em uma carteira de acumulação.
Já tratei deste assunto várias vezes por aqui. Muitas vezes, nas minhas consultorias, sou até chato e insistente. Mas não me canso de repetir. Não posso me isentar de passar para o meu interlocutor, que o trading e a especulação são ótimos meios de remunerar o capital, mas exigem uma dedicação full time por parte do trader/investidor.
Para o investidor pessoa física o mais correto é pensar no longo prazo, acumulando ações.
E a história do mercado está a nosso favor neste aspecto. Abaixo eu trago o gráfico mensal dos últimos 17 anos do Ibovespa.
A compra de ações após grandes quedas (como as assinaladas em rosa no gráfico) e sua manutenção por períodos de três a cinco anos, gera retornos bastante elevados. Sei que é difícil acertar com precisão quando será o fundo do poço em um bear market, por isso resolvi considerar uma perda de 35% como um patamar hipotético de compra. Caso tivéssemos comprado a carteira do Índice Bovespa todas as vezes que ela chegasse a 35% de queda, na média, teríamos um retorno de 99% em três anos (33% ao ano em média) e 272% em cinco anos (54% ao ano em média).
Analisando os períodos de forma individualizada, a queda ocorrida em 1997 e a respectiva compra nos 35% teriam apresentado uma performance quase nula no período de 5 anos. Isso provavelmente devido a insegurança em 2002 quanto a eleição do presidente Lula.
Apesar desta exceção, na média, a conclusão é que o retorno do investimento em bolsa em momentos de crise tem alta probabilidade de ser elevado no longo prazo. Dessa forma, é recomendado que o investidor pessoa física considere a realocação ou o aumento da sua exposição em ações hoje ou em algum momento nos próximos meses. O ideal seria aplicar o capital de forma disciplinada ao longo de um período, como, por exemplo, 12 ou 24 meses. Nesse caso, o dinheiro seria dividido em 12 ou 24 parcelas e investido em ações em uma determinada data de cada mês. Dessa forma, o investidor poderia fazer preço médio ao longo de um período de alta incerteza para o mercado acionário.
Sei que tratar deste assunto, no momento em que o mercado brasileiro volta a apresentar sinais de fraqueza, não é fácil. Mas, apesar do sofrimento coletivo e da alta incerteza no curto prazo, se você ainda não pensou em uma carteira de acumulação, deveria começar a pensar. A história nos mostra que o investimento em ações “baratas” gera retornos elevados e consistentes ao longo do tempo. É aconselhável que aproveitemos tais momentos, pois não são muito freqüentes e, possivelmente, acontecerão cada vez menos.
Nota: Graças ao email do leitor Helder Fernandes, gostaria de acrescentar que os números de rentabilidade apresentados foram calculados usando a média simples. Considerando o ganho acumulado o resultado seria de uma rentabilidade média em três anos de 25,78% aa e de 30,05% aa para os cinco anos.
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3 de março de 2009 às 21:44
Ótimo post, ainda bem que aos poucos os Brasileiros estão vindo para o mercado, o que antes era assunto até proibido!!!
Estou aguardando uma definição desta tendência de queda para compor minha carteira de longo prazo, quem sabe daqui uns 3 anos teremos novamente os 72K perdidos;
Pretendo alocar 50% dos recursos em 3 empresas, CSN, Vale e Petro, vç teria uma sugestão de empresas para incluir???
Os outros 50% são para operações de curto-médio prazos;
Obrigado !!!
4 de março de 2009 às 10:12
Olá Ivan,
as empresas que você escolheu são muito boas. Mas pensando em uma carteira de acumulação é o ideal é que você diversifique. Empresas mais defensivas (telecom e energia), voltadas para o consumo interno e até mesmo algumas small caps.
De fato, acho importantíssimo essa abordagem de longo prazo. Mas confesso, que me surpreendo que o assunto aqui no blog não assuma um papel de destaque. Afinal de contas você foi o único a comentar.
Grande Abraço
4 de março de 2009 às 13:38
Olá CHRistian,
Sem dúvida este post é muito pertinente! Também acredito que a compra de ações nestes níveis deve se mostrar muito importante no longo prazo, inclusive com o retorno em dividendos.
Mesmo que algumas empresas reduzam o percentual a ser distribuído neste momento de crise, o valor tende a ser maior pois conseguimos comprar uma quantidade maior de papéis pelo mesmo valor em dinheiro.
Estou “torcendo” para que a bolsa continue “andando de lado” por algum tempo nesses níveis, para que eu possa adquirir a maior quantidade possível de ações com preços inclusive abaixo do valor patrimonial, como acontece em algumas empresas.
Na próxima alta do mercado, todos seremos recompensados por sermos disciplinados e pacientes.
Grande abraço,
Fabiano
4 de março de 2009 às 16:11
So pra marcar presença…li no dia que vc postou, so nao coloquei nenhum comentario…
Mas vc tem toda a razão….
sempre que amigos e familiares vem pergunta sobre bolsa eu falo ” vc quer se aposentar com tranquilidade?”
então faça uma carteira de longo prazo diversificado, fazendo depositos sempre que sobrar algum dinheiro e de preferencia lançar opçoes todo o mes.
Abraço
Alexandre
4 de março de 2009 às 17:54
Fabiano e Alexandre,
obrigado pela presença e pelos comentários.
Grande Abraço
4 de março de 2009 às 20:56
Olá, Christian, o que voce acha da Ambev, ela é considerada uma empresa de grande porte, small caps, é uma empresa para longo prazo?
5 de março de 2009 às 10:04
Olá Cecília,
a Ambev é uma grande empresa. Sem dúvida uma empresa que deve ser analisada para o longo prazo.
Após a compra da Anheuser-Busch, a empresa assumiu um dívida de mais de US$50 bilhões. Essa dívida está equacionada através de um pool de bancos. Mas mais de US$15 bilhões já vencem este ano. Isso tem preocupado os analistas. A ponto, de essa semana, o Barclays recomendar venda no papel.
Lembrando apenas que a frente da empresa temos o brasileiro Carlos Brito. Reconhecido como um grande administrador.
Grande Abraço
5 de março de 2009 às 12:50
Assumi esse perfil de “acumulador” no começo deste ano, após as chibatadas do ano passado. Coloquei na cabeça o que enxerguei no gráfico: fiz uma retração dos 73000 pontos e é impressionante como ocorreu a perda dos suportes exatamente nas expanções de fibo, até chegar aos 100 teóricos. Pra vale4 então, nem se fala.
Façam o mesmo e vejam pq ela chegou a 20 reais e depois respeitou os 32.E pq ela extá exatamente em 50% agora formando uma figura de reversão.Entre o céu (42000 pontos) e o inferno (29000 pontos)é que oscilamos. Onde estamos é o meio do caminho.
5 de março de 2009 às 13:02
A respeito da vale5 que citei, faça o percentual de retração de 57 a 20 reais. Depois faça o fibo dos 20 aos 32,60.
5 de março de 2009 às 16:57
boa tarde a todos, eu acho legal a ideia de carteira de acumulação, mais tem um porem, se voce sabe q atingiu um topo historico de preco, pq segurar a acao? se vc sabe q esta caro pra comrpar pq comprar?
existem pessoas q todos mes, independente do preco compra x reais em acoes da petro por exemplo e x reais em vale, vai chega um dia q ela vai estar comprando em um valor q era d venda…
nao sei c isso faz sentido mais foi o q interpretei!
abraco a todos e parabens pelo blog, acompanho o mesmo diariamente!
4 de junho de 2009 às 10:05
bom dia!
sou iniciante na bolsa de valores e preciso fazer uma conclusao da minha carteira de açoes vc poderia me ajudar.
carteira
AMBEV PN
SID NACIONAL ON
GERDAU PN
PERDIGAO S/A ON
USIMINAS PN
VALE R DOCE PN