Keynes versus Friedman
Publicado em 11.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião
O questionamento proposto no artigo anterior se resume ao debate de idéias entre a teoria de dois gurus da história econômica mundial: John Maynard Keynes e Milton Friedman.
As idéias de Keynes eram de que os governos deveriam gerir e regular as economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações de preços nos mercados. A era keynesiana foi acionada na década de 30, visando combater os sérios problemas sociais causados pela Grande Depressão.
Keynes, sustentava que o futuro é algo incerto, e que portanto, a psicologia do investidor é volúvel. Keynes escreveu: "A prática da calma, da imobilidade, da certeza e segurança, de repente se rompe…. Novos medos e esperanças assumirão, sem aviso prévio, o controle da conduta humana". Esse pensamento clássico de Keynes, nada mais é do que o "efeito manada" dos tempos atuais. Em resumo, o papel do Estado é administrar as expectativas.
Apenas um detalhe fugiu da teoria keynesiana. O aspecto da corrupção das autoridades. Keynes supôs que os governos seriam administrados por especialistas benevolentes e honestos. Bem longe da realidade do mundo atual.
Para Friedman, o governo deveria apenas se preocupar em políticas monetárias e deixar que a economia tomasse conta de si mesma. A "nova economia clássica" da década de 70, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias buscariam naturalmente o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.
A teoria neoclássica defendia que se pode saber de antemão os riscos em todas as transações de mercado e que os preços sempre refletirão probabilidades objetivas. Esse otimismo, sem dúvida, foi responsável pela formação de inúmeras bolhas nas últimas décadas (inclusive o subprime), já que existia a ilusão, que o mercado, através de modelos matemáticos, ajustaria as distorções.
A questão aqui é o dilema sem solução mais antigo da economia: as economias de mercado são naturalmente estáveis ou precisam ser estabilizadas pela política governamental ?
Talvez mais importante do que uma resposta para esta questão, seja o fato de reconhecermos que a economia está longe de ser uma ciência. Desta forma, nenhum economista, analista ou intelectual poderá nos fornecer uma resposta precisa sobre qual é o melhor caminho a trilhar.
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11 de dezembro de 2008 às 19:30
Christian,
este artigo esta excelente.
Parabens!!!
Aproveito para desejar para você um Feliz Natal e um prospero 2009!!!!
Stock Buster.
12 de dezembro de 2008 às 8:04
Ou ser naturalmente estável e estabilizada pelo governo são ciclos da economia?
Me parece que é algo que a partir do momento que o atual fica ruim buscamos a alternativa.
Abraços,
12 de dezembro de 2008 às 9:30
Obrigado Stock.
Bom Natal e feliz ano novo para você também.
Grande Abraço
12 de dezembro de 2008 às 9:32
Ok, Felipe, mas toda adaptação e mudança exige arcar com custos. Principalmente para as “pessoas comuns”. Estamos dispostos a pagar este preço ?
Grande Abraço
12 de dezembro de 2008 às 9:51
Humm me pegou agora. Poderia comentar mais desses custos.
E, não que eu concorde com ter que mudar, mas é o que eu venho percebendo dessa crise.
Abraços,
12 de dezembro de 2008 às 11:51
Veja o exemplo das montadoras americanas.
A seriedade da crise obriga o governo americano a tomar alguma providência. Quem paga a conta é o povo americano.
Até pouco tempo atrás a ingerência governamental em assuntos privados era abominável (no caso do Brasil, se lembra do PROER ?…) Agora é parte fundamental da solução.
Estamos vivendo uma profunda mudança de importantes paradigmas sociais e econômicos. No que isso vai dar ? Difícil dizer…
Grande Abraço
15 de dezembro de 2008 às 8:24
[...]existia a ilusão, que o mercado, através de modelos matemáticos, ajustaria as distorções.[...]
Mas não é isso que está acontecendo?
Uma correção de “lucros irreais”?
Eu concordo que o governo deve REGULAMENTAR e FISCALIZAR o mercado, mas ainda me incomoda a idéia de que ele venha a ser um player ou faça intervenções mais bruscas. O principal problema da minha visão é a necessidade de pessoal técnico MUITO especializado dando suporte para tomada de decisões.
As ajudas que estão sendo feitas me incomodam. Mesmo sabendo que elas não são opcionais. Me incomoda porque acredito que os termos deveria ser mais severos. No quesito de exigência de transparência/redução/racionalização dos gastos.
O caso da GM é um ótimo exemplo: Eu não tenho certeza de que vale a pena mostrar as empresas que elas possam ser irresponsáveis e quando os credores baterem na porta mandamos a conta para o governo. Não sei avaliar se essa certeza é menos custosa, no longo prazo, do que uma eventual falência, ou compra, da GM.
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AC
24 de dezembro de 2008 às 10:55
[...] as flutuações de preços nos mercados. A era keynesiana foi acionada na d Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]