ETF’s da BM&F Bovespa
Publicado em 03.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações
Essa semana a BM&F Bovespa lançou 3 fundos de índices, os chamados ETF’s (Exchange Traded Funds). Esses fundos, muito populares no mundo todo, visam obter desempenho semelhante à performance de determinado índice de mercado, para tanto, suas carteiras replicam a composição desse índice.
Os fundos lançados por aqui são três: ISHARES BOVA CI , ISHARES MILA CI e ISHARES SMAL CI.
O BOVA CI, negociado no pregão através do código BOVA11, replica os papeis que compõem o Ibovespa. O MILA CI (MILA11), engloba ações de média e grande capitalização. E o SMAL CI (SMAL11), é focado nas ações de baixa liquidez.
A primeira experiência similar, ocorreu em 2004, quando o BNDESPar lançou o PIBB11 que replica o IBrX-50. Com a forte tendência que o mercado brasileiro apresentava na época, esse investimento se tornou muito lucrativo. A ponto de uma nova oferta ter sido realizada em 2005.
| Apenas o BOVA11, apresentou até o momento uma certa líquidez (hoje, 268 negócios). Acima, gráfico de 30 minutos dos dois primeiros dias de negociação. |
Agora com os ETF’s, a idéia é trazer para o mercado brasileiro, um produto muito utilizado pelos investidores americanos. Segundo, o Valor Econômico de hoje, os ETF’s respondem por 38% das negociações realizadas na bolsa de Nova York.
Nem mesmo, o cenário de crise atual, desmotivou o Banco Barclays, gestor dos fundos, a fazer o lançamento. Na opinião dos executivos do banco, “os fundos têm mostrado excelente aceitação em períodos difíceis”.
Sem dúvida, os fundos ETF’s proporcionam com apenas uma transação, diversificar uma carteira de investimento em ações. Diante da forte queda do Ibov, encontrar o papel que voltará mais rápido aos patamares históricos pode não ser uma tarefa muito fácil. Por isso o BOVA11 passa a ser um produto muito interessante já que acompanha o Ibov muito de perto. Atenção neste ponto… um fundo ETF, não replica exatamente (100%) o desempenho do índice subdjacente. Isso ocorre pelo fato de a carteira de um ETF não ser apenas composta pelas ações do índice. Conforme detalhado na lâmina do produto, até 5% podem ser aplicados em títulos do Tesouro Nacional, cotas de outros fundos, etc… Mas diria, com base nos ETF’s lá de fora, que a oscilação é muito pequena.
Vale lembrar, que assim como todo fundo, incide nos ETF’s uma taxa de administração. No caso do BOVA11, a taxa é 0,54%aa. Se comparada, com outros fundos de ações oferecidos pelos bancos comerciais, a taxa é bem menor.
Outro aspecto interessante dos ETF’s é que eles podem ser usados pelos cotistas como margem para operações realizadas em bolsa. Além disso, tanto os ETF’s quanto as ações podem ser objetos de empréstimo em operações de mercado. Ou seja, possuindo ETF’s na carteira, o investidor poderá disponibilizar à CBLC para que os papeis sejam alugados.
Por outro lado, investidores que desejarem “hedgear” uma carteira de longo prazo que tenha uma forte correlação com índice, podem alugar e vender as ETF’s. Na prática, essas operações com os fundos podem substituir o hedge feito hoje com os contratos do índice futuro na BMF.
Resumindo, acho que estamos diante de um produto bem interessante e que merece ser analisado com muito carinho.
Mais informações: no site da Bovespa, www.bovespa.com.br
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3 de dezembro de 2008 às 22:32
Incrivelmente interessante….
Agora vamos torcer para ter liquidez…Pois em termos de liquidez o PIBB1 deixou a desejar
Valeu Christian
4 de dezembro de 2008 às 1:56
hm, e agora?
PIBB11 ou BOVA11?
Alguma sugestão?
acho que a taxa de admin de ambos são parecidas… mas, até onde sei, o IBrX-50 costuma se sair melhor que o IBOV
e acho que o problema de liquidez do PIBB11 vai acontecer tbm no BOVA11… brasileiro médio só sabe comprar VALE5 e PETR4, e obviamente grandes investidores não costumam ficar comprando fundos desse tipo (já que podem fazer seus próprios)… então eles dependem basicamente de pessoas físicas
4 de dezembro de 2008 às 2:03
Fala Christian!
Bem interessante mesmo esses fundos. Acho que o maior problema, como já foi falado anteriormente, vai ser a liquidez. Por enquanto prefiro fazer hedges, caso necessário, com o mini, esse sim tem uma excelente liquidez….rs
Fernando, na minha opinião o IBrX-50 só se sai melhor num bull market (forte). Em períodos de dificuldade, seja um bear ou com mercado de lado, acho que o IBOV se sai melhor, visto que o “smart money” se concentra nas “maiores” empresas…
Mas valeu pela informação!
Abraço
Gelo
4 de dezembro de 2008 às 7:35
Quanto a liquidez, andei lendo e as ETF tem um tal de Formador de Mercado eles não são para dar liquidez?
Ta certo que análise técnica nesse caso não iria funcionar com essa liquidez “mínima”.
4 de dezembro de 2008 às 9:38
pessoal, como ficará a tributação deste fundo? Igual ao PIBB11?
Incidirá IR da mesma forma que as ações (isenção de R$ 20.000,00 por mês de vendas)?
abs
4 de dezembro de 2008 às 9:46
Olá Felipe e amigos,
sim o formador de mercado funciona exatamente para prover liquidez para o ativo.
Quanto a liquidez do PIBB11, não acho ela tão ruim assim. É claro que esse não é o melhor ativo para se especular no curto prazo, mas 3 milhões de reais em média por dia, é um volume bom para um carteira de acumulação.
Uma questão que não comentei e que vale a pena se fazer um estudo, é saber o quanto incide na rentabilidade do longo prazo, o fato, de que esses fundos não distribuem dividendos.
Será que ativos como PETR4 e VALE5, que possuem forte correlação com o índice, e que pagam dividendos e JCPs, não teriam um retorno mais interessante ?
Grande Abraço
4 de dezembro de 2008 às 10:58
Christian,
provavelmente na maior parte do tempo uma carteira com VALE5 e PETR4 seja melhor nesse sentido, mas para quem quer mais segurança (ok, sabemos que é improvável que vale/petr tenham falência, mas eu não acho tão improvável petr ter problemas administrativos (especialmente devido à politicagem) e problemas por causa de preço do petróleo (idem p/ vale com minérios))
nesse caso acho que seria bom ter algum banco na carteira, telefonia e talvez alguma alimentícia
4 de dezembro de 2008 às 16:37
Acaba sendo muito fácil gastar os dividendos que caem na sua conta, especialmente se você tem pouco dinheiro investido. Em um fundo, por outro lado, os dividendos que você receberia são automaticamente reinvestidos, o que é bom para a carteira de acumulação (e você deixa de pagar a taxa de corretagem que pagaria na ação seca), mas aí eles não gozam da isenção de impostos, o que é uma pena.
Eu gosto do PIBB, fica mais fácil montar o esqueminha 50%-50% em rv e rf. Que venha o bova11! Essa taxa reduzida faz MUITA diferença no longo prazo.
4 de dezembro de 2008 às 16:44
Gui Rodrigues,
Por isso que o mais díficil e também mais importante ao investir em ações é disciplina.
Christian,
Eu não acharia ruim fazer essa comparação, mas não sei exatamente como. Alguma dica?
4 de dezembro de 2008 às 17:07
Olá Leandro,
a principio me parece que a incidência do IR é igual ao PIBB11. Afinal de contas são produtos similares.
Sim, existe a isenção de R$20 mil.
Aliás acho que eles podiam especificar esta questão no site da Bovespa.
Lembro que para o PIBB, esse assunto causou muita polêmica.
Grande Abraço
4 de dezembro de 2008 às 17:09
É verdade Gui, para investidor comum o uso do PIBB ou BOVA torna o controle mais fácil.
Só um detalhe: conforme publiquei no artigo o BOVA já está sendo negociado.
Grande Abraço
4 de dezembro de 2008 às 17:11
Olá Felipe,
basta simular uma carteira de investimento com PETR e VALE e reaplicando os dividendos, quando eles foram pagos e outra com o PIBB11.
Lembrando que o PIBB começou a ser negociado em 2005.
Infelizmente o BOVA ainda não possui histórico.
Grande Abraço
6 de dezembro de 2008 às 7:54
Valeu Christian pela informação.
Eu sempre fiquei na dúvida sobre a isenção de R$ 20K em PIBB11. Há muita controvérsia, e, pelo que li no site da Receita, a legislação não é bem clara em relação a fundo negociado em bolsa.
Será que vc pode dizer a fonte da sua informação? Foi em consulta à própria Receita Federal? Eu cheguei a mandar um e-mail pra eles, mas não obtive respostas.
Apenas para esclarecer. Não estou duvidando. Apenas quero poder divulgar a fonte para outras pessoas que conheço que estão com a mesma dúvida.
abraço e novamente obrigado
6 de dezembro de 2008 às 10:40
Olá Leandro,
dê uma olhada no site do próprio pibb… http://www.pibb.com.br
Lá você encontrará bastante material a respeito.
Grande Abraço
28 de fevereiro de 2009 às 20:14
O site do BOVA11 (www.iShares.com.br) diz claramente que existe a isenção dos R$ 20 mil para esse papel (e pro MILA11 e pro SMAL11).
Fiz uma consulta à Bovespa, por e-mail, e eles disseram que, no entender deles, essa isenção não existe e que, para a tributação do PIBB11 e do BOVA11, vale a regra dos fundos de ações.
Gostaria de sabr qual a opinião da Secretaria de Receita Federal, que a que realmente importa…
16 de julho de 2009 às 15:47
[...] obter o retorno de determinado índice e as cotas são negociadas na Bolsa (já escrevi sobre eles, neste artigo). Mas os Inverse ETF’s ainda não “aterrizaram” aqui no nosso [...]