A segurança dos planos de previdência (parte 4)
Publicado em 31.12.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião
A seriedade da atual crise financeira vem espalhando o temor pelo mercado. Muitas instituições financeiras centenárias começaram a ruir e foram salvas as pressas pelos Bancos Centrais de seus países. Inclusive empresas seguradoras importantes, como a americana AIG, a japonesa Yamato Life Insurance e a holandesa ING apresentaram problemas muito sérios de solvência.
Por isso, mesmo quando falamos de um investimento conservador como um plano de previdência privada, é importante conhecer muito a instituição para quem vamos entregar nosso suado dinheirinho. Pesquisar a saúde financeira da instituição e compreender a forma de alocação dos recursos, nos permite minimizar o surgimento de surpresas desagradáveis.
De qualquer forma, no Brasil, a previdência privada, dispõe de algumas vantagens em relação a outros países. Aqui, a previdência privada adota o sistema de capitalização, em que o valor da aposentadoria é proporcional às reservas acumuladas pelo participante. Ou seja, o que o participante acumular, entre contribuições e rendimento, é dele.
A Superintendência de Seguros Privados, Susep, também assume um papel regulatório importante. Se o órgão entender que algum plano previdenciário realiza operações que põem em risco ativos que servem de garantia para as reservas técnicas, (como prêmios, contribuições e capital) ela pode congelar a movimentação dos ativos da seguradora.
Além disso, os fundos previdenciários privados podem investir apenas 49% em ações e é vedado aplicações em ativos no exterior e derivativos.
No Brasil, quase a totalidade dos ativos está em renda fixa, apenas 5% das reservas dos planos estão aplicados em renda variável.
Significa dizer que todos os processos de alavancagem, causadores do crash internacional, aqui no Brasil, são proibidos pela lei das seguradoras.
Outro ponto que minimiza os riscos dos planos privados é o recurso da portabilidade. Na fase de acumulação, o participante escolhe o perfil do investimento, se quer ou não renda variável, e daí assume o risco de performance do fundo em que seu dinheiro é aplicado. Mas a qualquer momento, ele pode transferir de uma seguradora para outra. Adaptando assim a sua carteira para um perfil, mais ou menos arrojado, dependendo do cenário econômico.
A previdência privada no Brasil é ainda muito jovem e por tanto há muito ainda a ser feito. Mas, espero ter conseguido, nesta série de artigos, despertar o interesse do leitor para esta modalidade de aplicação. Considerando a relação risco x retorno, sem dúvida, a previdência privada surge como uma opção excelente para qualquer portfólio de investimento.
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A Previdência Privada é um sistema de aposentadoria que não está ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mas que acumula recursos que garantem uma renda mensal especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como uma complementação da previdência oficial, mas como o benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um plano como forma de garantir uma renda razoável ao encerrar sua carreira profissional. Todo setor de previdência privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal. Os planos de previdência podem ser contratados por qualquer pessoa ou por empresas para seus funcionários.
Este é o primeiro artigo, de uma série de quatro, onde pretendo chamar a atenção do leitor para a importância de pensarmos em um investimento de longo prazo, em especial, através de um plano de previdência privada.










