Barack Obama e a bolsa
Publicado em 04.11.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Informações, Opinião
Hoje ocorre a eleição para presidente dos Estados Unidos da América. O franco favorito é o democrata Barack Obama, a frente em todas as pesquisas de opinião pública. A não ser que um milagre aconteça, o outro candidato, John McCain, deverá perder a eleição para o primeiro homem negro a assumir a presidência dos EUA.
Em todo o mundo, parece existir uma grande euforia pelo nome de Barack Obama. Muitos analistas econômicos inclusive afirmam que a melhora recente dos mercados também se deve a expectativa do anúncio do novo presidente.
Aliás a relação entre a eleição americana e a bolsa não é algo novo. Normalmente a confirmação de um novo presidente revigora os ânimos dos investidores. Isso já ocorreu algumas vezes no passado. Talvez o exemplo mais notável tenha sido na época da eleição do democrata Franklin Roosevelt. Durante os quatro mandatos (isso mesmo… quatro !) de Roosevelt o Dow Jones subiu 194%. Vale lembrar, que quando Roosevelt assumiu, os americanos viviam a Grande Depressão e a bolsa de Nova York se encontrava praticamente falida.
Difícil mensurar a influência do efeito Obama nos mercados. Importante porém salientar, que se depender das promessas de campanha, os investidores americanos devem se preocupar com o novo presidente. Barack prometeu aumentar impostos sobre dividendos e ganhos de capital para contribuintes de renda mais alta. Como principais investidores na bolsa, os mais ricos, podem se sentir desestimulados a comprar ações.
Outro ponto importante para as bolsas, no caso de uma vitória de Obama, é a manutenção ou não do atual presidente do Fed, Ben Bernanke, quando terminar o mandato, em 2010. Vale lembrar, que além da presidência é muito provável que os democratas conquistem também a maioria no Congresso. Permitindo assim que o novo governo implante mudanças mais profundas na legislação americana.
Mas se olharmos para a abertura dos contratos futuros de Wall Street hoje, parece que os agentes do mercado já estão precificando a vitória do candidato democrata. O Dow Jones futuro subia agora a pouco (11:30hs) mais de 2%.
Só nos resta aguardar. Por volta das 20:00hs de hoje, já saberemos quem é o homem mais poderoso do mundo.
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4 de novembro de 2008 às 21:09
Grande Christian,
Se me permitir fazer um adendo geográfico ao seu tópico, mas sem perder os caminhos que você traçou… Os governos democráticos norte-americanos costumam historicamente operar as forças internas do país, ao longo da história observa-se fortes investimentos em bem-estar público, educação, pesquisa (em geral) e uma busca pela construção de um Estado mais ativo e com forte participação populacional.
Os governos republicanos buscam uma maior construção internacional do Estado, havendo neste caso uma concentração das verbas destinadas a obtenção de recursos energéticos, guerras, insumos econômicos internacionais e uma forte discussão e estrategização do EUA no mundo.
Algo que muitas vezes nos esquecemos é que o investimento em educação, pesquisa (universitária e industrial), além de uma maior motivação popular levam a um crescimento mais sólido e consistente das capacidades internas, que nos governos republicanos mostram-se sempre fragilizadas. Acredito que um novo pulso a nação norte-americana pode nos levar a um futuro repleto de novas idéias, ideologias, invenções e provavelmente muitas novas empresas.
É de certa forma, uma faca de dois “legumes”… de um lado há essa explosão culturalista e paradigmática que sempre traz avanços, por outra ela é realmente algo mais lento e mais frio especialmente para o dinamismo das bolsas.
Tento me lembrar do nome de um escritor norte-americano que mostra que há um maior volume de criação de empresas e, de empresas fantásticas durante os governos democráticos em detrimento dos governos republicanos.
É um comentário apenas para pensarmos a longo prazo.
Forte abraço e obrigado pelos e-mails
5 de novembro de 2008 às 9:58
Grande Rafael,
engrandeceu o artigo. Muito obrigado pelo comentário.
Pena que o assunto não tenha despertado o interesse de outros leitores.
O entendimento do contexto político e econômico é fundamental para uma carteira de longo prazo vitoriosa.
Grande Abraço
5 de novembro de 2008 às 20:17
Você tocou em um ponto interessante.
As pessoas investem em um mercado que está intimamente ligado ao futuro, investem no LP (novamente vemos o futuro), mas elas simplesmente não se importam em pensar… Qual será esse futuro.
Vou retomar esse assunto em um tópico especifico.
Abraços
8 de janeiro de 2009 às 16:16
INDEPENDEMENETE,AMÉRICA SERÁ GOVERNA-DA POR 44ºPRESIDENTE PODE SER QUE TEM AS LIÇOES APRENDIDAS E POR APRENDER AO LONGO DOS QUATRO ANOS DE MANDATO.MAS TAMBÉM,TEM QUE TER CAUTELA AO TOMAR AS DECISOES SOBRE O PAÍS EO RESTO MUNDO .NO TOCANTE A ECONOMIA MUNDIAL EM CRISE.OS PESIMISTAS PODEM DIZER QUE UM NEGRO AFRO-AMERICO NAO CONSEGUIRÁ DAR CONTA DA SITUAÇAO .PARA MIM GOSTARIA,QUE NAO PENSASSEM ASSIM… SE ASSIM ACONTECER ESTAM A PENSAM BAIXO. PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NAO A COR DA PELE,MAS SIM A SABEDORIA E A INTELIGENCIA DO HOMEM INTRERIOR.NAO ME JULGUE SOBRE O MEU PONTO DE VISTA.OBRIGADO.