Voltando a respirar
Publicado em 13.10.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises
Depois de duas semanas de intensa correção nos mercados mundiais, reflexo do agravamento da crise financeira mundial, as bolsas voltaram a "respirar" nesta segunda-feira.
No encerramento, o Ibovespa registrou 40.829,13 pontos, na máxima do dia, em alta de 14,66% - a maior variação positiva desde 15 de janeiro de 1999, quando o índice subiu 33,4%.
Na Europa, os principais índices acionários fecharam com altas expressivas. O londrino FTSE-100 avançou 8,26%. Em Paris, o CAC-40 aumentou 11,18%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 11,40%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio não funcionou por feriado no país, mas os outros mercados também fecharam no azul. A Bolsa de Hong Kong subiu 10,2% e a de Cingapura, +6,6%. Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 11,08%, o S&P-500 aumentou 11,58% e Nasdaq Composite valorizou-se 11,81%.
O Dow Jones, que havia perdido 2400 pontos na semana passada, teve nesta segunda feira sua maior alta em pontos (936) de todos os tempos.
A euforia é resultado da criação, anunciada por uma dezena de governos na Europa, de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro, nos mesmos moldes do plano anunciado pelo Reino Unido há cinco dias. A decisão foi tomada ontem em Paris, após três horas e meia de reunião entre chefes de Estado e de governo do Eurogrupo, o conjunto de países com moeda única.
Na esteira das bolsas, as commodities acompanharam o bom humor. Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro subiram US$ 3,49 (4,49%) e fecharam a US$ 81,19 por barril. Já a cesta de commodities, CRB, subiu 3,04%, fechando nos 298,70 pontos. Conforme observado na vídeo análise semanal, os ativos encontraram suporte importante e reagiram.
Vale lembrar que hoje muitos mercados de crédito ficaram fechados, por causa do feriado norte-americano do Dia de Colombo. Desta forma, apenas amanhã saberemos como será o impacto nos treasuries americanos e na taxa Libor londrina.
O paraíso visto nesta segunda-feira pode ter curta duração. Ainda esta semana a temporada dos balanços promete pegar fogo em Wall Street, com os resultados trimestrais dos bancos. Na quarta-feira, saem os números do JP MORGAN (que recentemente comprou o WASHINGTON MUTUAL) e também do WELL FARGO, que derrotou o CITIBANK na semana passada na disputa pelo WACHOVIA. O CITI informa seu balanço na quinta-feira, juntamente com o MERRILL LYNCH, comprado pelo BANK OF AMERICA quase um mês atrás.
Ou seja, fortes emoções pela frente. Vale lembrar para os mais ansiosos que a tendência de baixa no mercado brasileiro e americano continua límpida e cristalina.
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13 de outubro de 2008 às 20:34
Olá Christian,
Colocaram o balão de oxigênio para os mercadores respirarem, mas apesar da grande alta, é bom ficar de olho mesmo pois o volume não foi de empolgar ninguém.
grande abraço
13 de outubro de 2008 às 20:59
É isso aí, Valtinho.
Perfeita a tua leitura !
Grande Abraço
13 de outubro de 2008 às 21:21
discordo de tendencia de baixa….com essas medidas na minha opiniao eh tendencia de alta…to pensando ate em pegar emprestimo pra aplicar,,uhahuauhahu,…abracos
13 de outubro de 2008 às 22:00
Fala Christian,
bem que podia dar mais uma subidinha que nem a de 1999.
Acabei de receber um e-mail do RI da VALE informañdo sobre a possível recompra de ações. VALE lembrar que há um tempo atrás a VALE quase se individou para fazer uma aquisição que seria em dollar. Hoje com a cotação lá no chão, ela quer recomprar grande parte das ações.
O que vc acha desses planos de recompra de ações? A Logn3 no início do ano tb informou que recompraria parte e faz um mês ela já tinha recomprado e falado que recompraria mais.
Por um lado é mto bom pq se fosse ruim não recomprava, mas por outro, daqui há um ano quando a poeira baixar rola uma captação com o preço das ações lá nas alturas.
14 de outubro de 2008 às 10:00
Bom dia, tomara que hj seja como ontem, amanhã sei não!!! Não vou arriscar, se hj der um bom repique novamente vou ficar vendido e amanhã só de olho aberto!!
14 de outubro de 2008 às 10:24
Olá Bernardo,
a recompra das ações sempre representa um sinal positivo, mas é preciso relativizar.
Com a queda assustadora nos preços da VALE é normal que ocorra o programa.
Diante do cenário atual a recompra influência muito pouco.
Veja o caso da CSN. Comunica um programa de recompra atrás do outro…
Outro detalhes… os programas de recompra abrangem um período que muitas vezes pode ser longo (meses).
Grande Abraço
14 de outubro de 2008 às 13:18
Bernardo, apenas complementando, foi veiculado hoje na imprensa que a BMFBovespa autorizou as companhias a reduzirem o free-float mínimo de 25 %. Desta forma os pragramas de recompra podem ser mais agressivos e longos.
Apenas lembrando, que em qualquer recompra, até 90 dias a empresa precisa definir se cancela os papéis ou os revende.
Grande Abraço
15 de outubro de 2008 às 9:49
Christian…
Considerando qua a Vale acabou de fazer um OPA… realizar uma recompra não é meio “sacanagem”?
De certa forma, os caras estão girando seus próprios papéis… vendem na “alta” e recompram na “baixa”!!!!! Isso na minha opinião “indica” duas coisas, má gestão/má assessoria, ou uma falta de ética enorme.
Abraços
P.s: Só vi os vídeos hoje…. ótimas análises.
P.s2: Aproveitando o post… Oq você acha dos fundamentos dos bancos de segunda linha (daycoval, cruzeiro do sul, Pine)?
16 de outubro de 2008 às 10:44
Olá Rafael,
as condições do mercado mudaram radicalmente. Não somente para nós. Para todos. Inclusive para a direção da Vale. Quero acreditar nisso.
Mas não acho que tua interpretação esteja errada não…
Sobre os bancos, eles vem sendo beneficiados pelas medidas adotadas pelo BC (liberando compulsório). Em momentos de crise como o atual, empresas que tenham em disponibilidade em caixa, pode ser um diferencial interessante. Gosto dos bancos de primeira linha nesta questão.
Grande Abraço