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Depoimentos – Banditt

Publicado em 30.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Depoimentos

O depoimento desta semana é do amigo Banditt, autor do blog http://xinvest.blogspot.com .

Muito interessante o relato que ele faz da experiência em comprar opções a seco e o fascínio que este tipo de operação provoca no investidor iniciante.

Destaque também, para a abordagem feita aos fundos de investimento. Concordo com o Banditt. Muitas vezes, alguns fundos representam uma ótima alternativa de investimento. Principalmente se o indivíduo não dispõe de tempo suficiente para acompanhar a carteira.

Bem amigos, mais uma vez, reintero o convite para que todos os leitores do blog participem da seção depoimentos. A troca de experiências que esta seção vem proporcionando vale mais que muitos cursos sobre o mercado. E o mais importante… o serviço é inteiramente gratuito. :)

Para enviar o seu relato, basta usar o formulário de contato.

Comecei a operar em 2001, eu tinha 20 anos. Naquela época eu já trabalhava, mas a verdade é que não sobrava muito dinheiro para investir, o meu objetivo era ganhar experiência e aprender.

Desde cedo eu via na televisão aqueles caras gritando na Bovespa e as cotações sendo mostradas no painel, e ficava imaginando como aquilo tudo funcionava. Quando comecei a entender um pouco mais fiquei fascinado pelo mercado financeiro, comecei a ler livros, muitos livros e fiz alguns cursos.
O ano de 2002 foi muito importante para ganhar experiência em períodos de quedas, pois de 2003 a 2007 todos sabemos que foi um período excelente para investimento em ações.

Quando comecei a operar ações não tinha visão de longo prazo, como muitos novatos, eu queria encontrar uma maneira de antever os movimentos das ações, queria comprar na baixa e vender na alta. Comecei a me interessar por análise técnica, fiz um curso com o Gil Ari Deschatre que escreve para o InfoMoney, esse foi meu primeiro contato com alguns dos principais indicadores de análise técnica.

Na época fiquei muito impressionado com um indicador chamado MACD. Comecei a utilizá-lo em todas as minhas operações. Com o tempo, os prazos das minhas operações começaram a ficar cada vez mais curtas, eu não conseguia ficar com uma ação em carteira por mais de 3 meses, até que eu comecei a fazer alguns intradays.
Não obtive sucesso, quebrei a cara muitas vezes e voltei a operar como antes. Eu não conseguia enxergar que eu estava entrando atrasado no mercado e saindo antes da hora, eu não enxergava porque o momento era tão bom que mesmo fazendo besteira ainda sim obtia lucro.

Até que em 2005 descobri o Mercado de Opções. Como muitos iniciantes, não tive paciência de estudar mais, me preparar melhor para depois colocar meu dinheiro em risco. Comecei a operar sem ter muita noção do que estava fazendo. Fiquei alucinado com o mercado de opções, desfiz minha carteira de ações, e a partir deste momento só queria saber de operar opções. Não entrava mais na minha cabeça ter que esperar um mês inteiro para ganhar só 5% a 10% com ações, eu queria ganhar mais e investindo pouco dinheiro.

Eu só conhecia um tipo de operação, compra à seco. É a operação mais simples de se fazer e a mais comum entre os novatos. O máximo que se pode perder nesta operação é o valor investido para comprar as opções.
A pior coisa que poderia ter me acontecido foi uma operação em que eu obtive um lucro de quase 400%.
Eu comprei uma opção de centavos – são aquelas bem baratinhas – e próxima do vencimento, na época as opções mais negociadas eram as da Telemar. A ação subiu forte e a opção disparou para cima. Eu comprei aproximadamente R$1.000,00 em opções e fiquei com um lucro de quase R$4.000,00.

Eu acredito que só quem já operou opções pode saber o sentimento que invade a mente do investidor em um momento como esses. Eu não conseguia conter minha empolgação, eu estava eufórico.
Comecei a fazer cálculos absurdos de quantos meses eu levaria para ficar milionário. Você já deve estar imaginando o que aconteceu depois. Levei uma porrada atrás da outra. Aos poucos fui devolvendo meu lucro ao mercado e ainda perdi mais dinheiro. Eu comecei a querer operar usando stops automáticos. Eu não tinha noção da volatilidade das opções, então eu colocava stop loss (que é uma ordem que é enviada automaticamente caso a opção caia até um determinado nível) de 10%, era stopado e realziava o prejuízo, colocava stop de 20%, era stopado, até stop de 50% eu colocava e perdia a posição. Isso acontecia principalmente porque eu só comprava opções que valiam centavos, pra quem conhece os termos, eu operava opções bem fora-do-dinheiro (OTM).
Essas opções perdem muito valor com a passagem do tempo (theta) e não acompanhavam o ativo principal (a ação) por possuirem um (delta) muito baixo.

Depois disso resolvi que iria estudar mais e passar um ano operando no máximo R$ 500,00 e fazendo simulações. Descobri o curso de opções do Bastter e me inscrevi. O curso se mostrou de grande valia, porém ainda não entrava na minha cabeça alguns tipos de operações. Eu tive muita dificuldade para entender como se opera do lado vendido. Não entrava na minha cabeça que era possível vender uma opção sem a possuir – sem ter que fazer uma compra antes – e depois de vender esta opção recomprá-la por um preço mais baixo e ficar com a diferença (o que seria meu lucro).

Quebrei a cabeça e consegui fazer uma planilha que simula uma operação como esta, no caso eu só opero na venda fazendo a famosa trava de baixa – também chamada de reversão. Depois que eu descobri como operar do lado vendido um mundo se abriu para mim. Com o tempo perdi aquela visão restrita de que só é possível lucrar na bolsa comprando algum ativo e esperando que seu preço se valorize. Mas também não abandonei o lado do comprador, simplesmente não tenho mais preconceitos, opero do lado que achar melhor naquele momento.

Mas a verdade é que operar no lado vendido, no caso das opções, é muito mais vantajoso. Fazendo uma trava de baixa da maneira correta é possível lucrar em duas ou até três situações. É possível lucrar quando o ativo-principal (ação) se desvaloriza (mercado em queda), quando o ativo se mantém no mesmo preço (mercado de lado) e em alguns casos é possível lucrar até mesmo em uma pequena alta. Quando se está do lado vendido o tempo está à seu favor, porque as opções, principalmente as fora-do-dinheiro (OTM) perdem valor à medida que o dia do vencimento se aproxima.

Depois que eu li o livro “Fique Rico Operando Opções” do Lee Lowell, muitas dúvidas que eu tinha foram respondidas. Eu estava operando esse tempo todo sem saber o que são delta e theta. Acredito que ninguém deveria operar opções sem antes saber o que significa delta e theta, é realmente fundamental.

Você deve estar pensando, e o mercado de ações? Não abandonei as ações não, tenho uma carteira de ações pensando no longo prazo, tenho objetivos para 10 a 12 anos, e reavalio minha carteira de ações anualmente. Utilizando as opções como forma de aumentar minha carteira de ações.

Outra coisa que eu tinha bastante preconceito eram com os fundos de investimento. Eu achava que todos os fundos eram iguais e que eles não trabalhavam o suficiente em benefício dos cotistas. Eu achava que poderia ser capaz de superar, no longo prazo, o rendimento dos fundos. Também pesquisei bastante sobre este assunto e descobri que existem excelentes fundos de ações, geridos por pessoas competentes. Não duvido que um investidor possa superar o rendimento de um fundo de ações, principalmente aqueles fundos geridos pelos grandes bancos brasileiros.

Simplesmente abri minha mente para esta possibilidade e desde 2007 eu invisto em um fundo de ações e em um fundo multimercado. Vou citar os fundos aqui para quem quiser pesquisar, mas não como indicação de investimento, cada um sabe o que faz com o próprio dinheiro. O fundo de ações é o GF Programado da corretora Geração Futuro, e o fundo multi-mercado é o Fundo Sparta Cíclico FIM da Sparta Asset Management.

É isso pessoal, tenho muito que aprender ainda, estou sempre estudando e revendo meus conceitos. Esse ano de 2008 tem sido de grande valia para ganhar experiência, mas no que diz respeito ao mercado de ações estou no prejuízo como a maioria dos nvestidores. Os lucros obtidos em 2007 com ações foram pelo ralo com essa crise.

Se o amigo Christian permitir tenho um pequeno Blog sobre o Mercado de Ações e Opções, quem quiser dar uma olhada o endereço é http://xinvest.blogspot.com, estou preparando um artigo sobre Trava de Baixa.

Gostaria de dizer que o CHR Investor é um achado e que as análises feitas pelo Christian são singulares.
Incluí diversos estudos do CHR Investor em minhas decisões. Com destaque para o Fluxo de Investidores Extrangeiros, e o Fluxo das 10 Mais – eu sei que o Christian sempre faz aquela ressalva de que o estudo é recente, mas acho que é de grande valia.

Grande abraço e sucesso à todos!

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Circuit Breaker

Publicado em 29.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Diárias

circuit A Bovespa parou. Hoje, as 14:49hs, a bolsa de São Paulo interrompeu as negociações por meia hora. Literalmente, desligaram a luz de força (“circuit breaker”).

Toda vez, que os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos. Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora. Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, depois dos ataques terroristas nos EUA.Este procedimento é chamado de “Circuit Breaker” e usado na maioria das bolsas do mundo.

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Análise Semanal 27/09

Publicado em 27.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Semanais, Análises em Vídeo

Apresentação em vídeo

 

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Parte 1

Parte 2

Para ver os vídeos: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Parte 1 – Ibov, Fluxo Bovespa, Fluxo BMF, Fluxo 10 Mais, Lad Ibov.

Parte 2 – Dow Jones, S&P500, VIX, LAD NY, New High New Low, Comparativo Ibov x DJI (Graf. 60min.), Comparativo DJI – SP500 – FTSE – DAX, Comparativo bancos americanos, Petróleo, CRB, Dólar x Euro, Treasuries 10anos, Risco Brasil.

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Atualizando o fluxo das 10 Mais

Publicado em 25.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Fluxo Investidores

Já faz algum tempo que não reporto dados sobre o estudo do Fluxo das 10 Mais. Isso porque poucas novidades ocorreram. Além do que, ainda acho que os resultados precisam “amadurecer”.

A divergência com o movimento do principal índice brasileiro continua. Apesar das recentes quedas no fluxo esta semana, o movimento das corretoras gringas continua crescente.

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Ação barata ? Olhe para o PVPA

Publicado em 24.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias

calc Com a forte desvalorização das bolsas, é muito comum encontrarmos analistas afirmando que muitas ações se encontram “baratas”.

Mas como saber se de fato determinado ativo está abaixo do seu preço justo ?

Existem alguns múltiplos da escola fundamentalista que nos ajudam nesta tarefa. Recentemente publiquei um artigo sobre o PL. Se usado com bastante critério o PL pode ser um ótimo indicador.

Outro múltiplo muito usado é o PVPA, ou seja o preço da ação em relação ao valor patrimonial da empresa.

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Sem rumo

Publicado em 23.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Opinião

semrumo

A recente turbulência dos mercados, deixa o investidor inseguro sobre qual medida adotar para evitar maiores estragos na carteira.

E como se isso já não bastasse, com o acesso a informação que dispomos hoje em dia, a tomada de decisão que deveria ser facilitada, acaba se tornando uma tarefa árdua.

Independente da forma como você aborde o mercado, ao se deparar com um turbilhão de informações tão contraditórias no dia-a-dia, a montagem de um cenário para o futuro fica prejudicada.

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Depoimentos – Julius Clarence

Publicado em 22.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Depoimentos

Essa semana trago o depoimento do Julius Credence. Obviamente, este não é seu nome verdadeiro. Este nick se faz necessário, já que o nosso depoente trabalha em uma grande corretora brasileira.

Talvez por este motivo, o relato do Julius se torna singular. Interessante observar como um operador lida com as oscilações do mercado.

Obrigado, Julius !

Volto a lembrar, que esta seção depoimentos está aberta a todos que quiserem participar. Para isto, basta enviar sua história pelo formulário de contato.

São 10 horas da manhã do dia 08/09/2008 e os telefones na corretora começam a tocar devido a notícia da ajuda do FED à Fannie Mae e Freddie Mac, as bolsas na Europa estão em alta forte e os índices futuros norte-americanos e brasileiro estão em alta expressiva. Atendo o telefone e o cliente simplesmente me fala para comprar 1000 PETR4 na abertura a mercado, converso com ele tentando montar uma estratégia mas ele nem me dá ouvidos apenas pede para executar a ordem.

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Análise Semanal 20/09

Publicado em 20.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Semanais, Análises em Vídeo

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Apresentação em vídeo

 

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Parte 1

Parte 2

Para ver os vídeos: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Parte 1 – Ibov, Fluxo Bovespa, Fluxo BMF, Fluxo 10 Mais, Lad Ibov.

Parte 2 – Dow Jones, S&P500, VIX / S&P500, Comparativo finaneceiras americanas, Petróleo, CRB, Dólar Futuro, Fluxo BMF-Dólar, Comparativo – Dólar x Yen.

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Uma nova realidade

Publicado em 18.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Opinião

caminho A crise já se instaurou. As perdas financeiras monstruosas já são realidade. Agora a procura é pelos culpados.

Sem dúvida neste aspecto a figura do “ex-famoso” presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, aparece em destaque. Na sua administração ele permitiu que a bolha do crédito fosse inflada. Agora, no estouro, o mesmo Fed aparece como defensor dos pobres e oprimidos. Espero apenas que o herói, como nos filmes de ação, saia vencedor.

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Risco sistêmico

Publicado em 17.09.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises Diárias

domino Hoje, pela primeira vez se falou de maneira mais contundente em risco sistêmico.

Risco Sistêmico: risco de que uma instituição financeira não tenha recursos suficientes, deixando de pagar a outra, causando um efeito cascata, “efeito dominó”, levando ao colapso toda a estrutura de bancos e financeiras.

Nem mesmo o resgate da seguradora AIG, encampada pelo Federal Reserve por US$ 85 bilhões e a compra de alguns ativos do concordatário Lehman Brothers pelo britânico Barclays acalmaram os mercados. Teme-se que mais instituições financeiras enfrentem problemas de solvência em razão de perdas com crédito imobiliário.

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