No centro dos holofotes
Publicado em 05.08.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Informações, Opinião
Com a recente queda das commodities, as bluechips do mercado brasileiro ficaram no centro dos holofotes não só dos investidores locais, mas também do capital externo. A saída de recursos estrangeiros da Bovespa já se aproxima dos R$15 bilhões em menos de dois meses. E empresas como Petrobras, Vale, CSN e Gerdau, além da dependência da cotação das commodities, possuem uma grande líquidez, propiciando uma saída rápida.
A semana iniciou com um “sangramento” pesado no petróleo e principalmente no CRB. Ambos testam no momento importantes suportes. O petróleo procura não romper a barreira dos 120 dólares, enquando o CRB se esforçar para não superar o patamar dos 400.
O reflexo foi sentido não apenas em empresas brasileiras. Assim como a Vale, grandes mineradoras mundiais também vém sofrendo fortes perdas nos últimos dias. Vejam os gráficos:
Até pouco tempo as commodities eram as responsáveis pela alta do mercado brasileiro. Agora elas passaram para o lado oposto, mas continuam como protagonistas. Parece que dificilmente veremos esse papel ser perdido. A impressão que fica é que cada vez mais as commodities exercerão um posto fundamental dentro da economia mundial. Os investidores do mundo todo (inclusive do Brasil) cada vez mais querem produtos atrelados as commodities para especularem. Um exemplo, foram os recentes fundos lançados pelo Credit Suisse Group e o Deutsche Bank, que utilizam como principal produto de negociação o minério de ferro.
O minério de ferro não é negociado em nenhuma bolsa de futuros, dificultando portanto que especuladores apostem em movimentos de preço do produto. Mas o recente interesse nas commodities parece estar despertando a atenção dos grandes bancos. É bem provável, que muito em breve, instrumentos financeiros sejam criados mudando a forma como o dinheiro flui. Investidores que quiserem lucrar com o minério de ferro não comprarão mais ações de uma produtora (Vale, por exemplo), mas sim contratos futuros do produto. As próprias mineradoras devem usar esse novo mercado, fazendo hedge dos seus estoques.
Tentar identificar até quando as commodities vão cair é uma tarefa ilusória. Me parece porém evidente que por de trás de todo o capital especulativo que vém sendo expurgado, ainda existe uma forte demanda das commodities no mundo e as empresas relacionadas continuam apresentando resultados consistentes e sólidos.
Nota: A Vale apresenta os resultados amanhã. A expectativa é que apresente um forte crescimento no lucro em comparação com o segundo trimestre de 2007.
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5 de agosto de 2008 às 14:54
CHRistian,
Como sempre;baita análise. Simples, mas bem objetiva !!
Valeu!!
Uma coisa…A vale5 tem um GAP de alta a ser fechado nos 34,50 …Não sou “gapista”, mas este GAP coincide com um GAP aberto do cobre no mercado futuro em fev/2008. Sei lá..pode ser apenas coincidência, mas como ambos estão migrando para o fechamento destes GAP’s, vou aguardar bater neste patamar p/ talvez entrar !!
Grande abraço…Marcelo
5 de agosto de 2008 às 15:02
Esse negocio de GAP é mto engraçado, pois falam que eles sempre serão fechados, porem isso pode demorar 20 anos.
5 de agosto de 2008 às 15:12
Alexandre,
rsrsrsrs…tá certo !!!! 20 anos tá logo aí …rsrsrsrsrs
abs
5 de agosto de 2008 às 16:11
[...] Leia mais [...]
5 de agosto de 2008 às 19:13
[...] Bluechips brasileiras centro dos holofotes - A saída de recursos estrangeiros da Bovespa já se aproxima dos R$15 bilhões em menos de dois meses. [...]
5 de agosto de 2008 às 22:24
A conclusão que tenho é que só falta um estalo lá fora das corretoras comunicando ” vamos ganhar no Brazil, tá barato”;
Só lamento estar comprado e sem munição !!!Más tudo bem, vai ficar p/ próxima !!
5 de agosto de 2008 às 23:54
[...] no blog do CHR Investor outro post bacana sobre commodities… Subir? Algo a [...]
6 de agosto de 2008 às 12:37
Obrigado, Marcelo.
Você tem razão a VALE tem um gap ainda não fechado.
Uma empresa como a VALE5 caindo tanto desperta interesse dos caçadores de pechincha. O conveniente não é entrar com todo o capital de uma só vez. Compras em lotes para um horizonte de longo prazo.
Importante também observar a volta do estrangeiro no papel. Isso até agora não ocorreu.
Grande Abraço