Aluguel de ações
Publicado em 23.07.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Informações, Opinião
Recentemente venho apresentando as posições em aberto na cblc das principais ações do nosso mercado. No caso específico da VALE5, pudemos comprovar na semana passada a forte movimentação nos papeis alugados da empresa (veja a análise semanal). Por isso resolvi abordar neste artigo o assunto.
Em tempos de baixa do mercado, emprestar ações é a forma mais corriqueira para se potencializar os ganhos de uma carteira de longo prazo. As taxas pagas hoje em dia na maioria das ações brasileiras estão bem acima dos demais mercados pelo mundo. Tais taxas têm feito o estrangeiro que aplicava em papéis brasileiros lá fora, na forma de American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações), fazer o caminho inverso, convertendo os seus papéis em ações e trazendo a negociação para o mercado local.
Muitos fundos estrangeiros usam o aluguel de ações para promover arbitragens no mercado. São os famosos fundos long/short, que usam preços entre pares setoriais, o Ibovespa e papéis que compõem a carteira teórica ou entre uma cesta de ações e o índice, para estruturarem suas operações.
Em tese, qualquer quantidade de ações pode ser colocada em aluguel, sempre por meio de uma corretora que tem acesso ao sistema da CBLC em tempo real e que vai buscar um tomador no mercado. A oferta e a procura é que definem as taxas de empréstimo e, em geral, quanto menor for o estoque de ações em circulação, maior será o preço que fundos e demais tomadores estarão dispostos a pagar por determinado papel.
É importante salientar, que além de receber, no encerramento do contrato, uma remuneração previamente pactuada, o aplicador continua tendo direito a dividendos e juros sobre capital próprio.
O tomador do aluguel pode a qualquer momento devolver a ação. É a chamada cláusula de reversão, que só é possivel de ser usada, pelo lado de quem pegou ações emprestadas. Neste caso o valor do aluguel é calculado pro rata.
Importante: a operação de aluguel não é considerada uma operação de renda variável. Portanto para o cálculo do imposto de renda, considera-se a mesma tributação da renda fixa com o uso da tabela progressiva.
Opinião
O aluguel de ações sem dúvida pode representar uma boa oportunidade de remuneração para carteiras que possuem um horizonte mais longo. Vale porém lembrar, que as ações mais líquidas, e por sua vez as que mais atraem os investidores de longo prazo, não possuem uma taxa tão expressiva (ex. VALE5 0,60% aa e PETR4 0,40% aa). E por experiência própria posso afirmar, que alugar estas ações não é uma tarefa fácil. A fila de doadores é bem grande.
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23 de julho de 2008 às 22:07
E aí pessoal…
Fala Christian!
Estou tirando um resseso para recarregar as baterias…mas de quando em vez entro na internet.
Forte Abraço para todos.
23 de julho de 2008 às 23:15
Olá Christian,
Como vc vê o aumento da SELIC a 13%, seria o início do BEAR MARKET Brasileiro depois desse BULL de 4 anos?
Quais sao seus fundamentos para persistir confiante com a Vale?
Fundamentos técnicos apenas ou micro e macroeconômicos também?
Acredita que o Roger Agnelli esteja criando ou destruindo valor para os acionistas? Afinal, a vale nao paga dividendos decentemente e o EPS está se diluindo cada vez mais com as ofertas públicas…..
Sabe me dizer como funciona a mente dos gringos? No que ele estao realmente interessados? Talvez poderíamos comecar a dar mais atencao ao crescimento do EPS ao longo do tempo e nao só do lucro, já que splits e ofertas públicas excessivas só resultam em menos atratividade aos olhos do investidores internacionais.
Referente à possível aquisicao a ser efetuada pela Vale, acha que isso traria algum retorno para os investidores como nós?
Qual seria seu market leader para 2008/09? Em que setor apostaria com a deterioracao do consumo e investimento em 2009?
Quanto à Petro, o petróleo em queda livre leva as acoes da empresa na mesma proporcao. Os picos de preco do petróleo vem e se vao…. nao ficam por muito tempo com o ajuste da demanda e oferta (que já está acontecendo nos EUA). Qual é a sua perspectiva para o papel?
Neste ponto, gostaria de saber de vc se opera opcoes ou pratica short selling com aluguel de acoes?
Obrigado
24 de julho de 2008 às 0:01
Nossa, companheiro fuzilou o CHRistian! Pra mim, parece que estas perguntas dariam assunto para um mês de posts, mas eu também gostaria, e muito, de vê-las abordadas por aqui
Também fico intrigado com a questão dos dividendos porque, olhando o quadro por outro ângulo, a generosidade na distribuição de dividendos pode indicar que a empresa não reinveste, o que não é bom.
Abraços!
24 de julho de 2008 às 11:38
Olá Spartan,
de fato, como mencionou o Guilherme, você soltou o verbo, hien ! ehehe
Infelizmente talvez eu não consiga opinar sobre todos os assuntos.
Vamos lá, sobre do aumento de juros, analisando de uma forma macro sem dúvida a decisão do Copom foi ruim. Vai prejudicar as empresas que dependem da captação de recursos e consequentemente apertar ainda mais a demanda no varejo.
Gosto da Vale, por diversos aspectos, não apenas técnicos. A demanda asiática, a administração ousada e expansionista, a política de diversificação da empresa, etc… são alguns dos motivos.
Com a filosofia de investimentos da Vale, dificilmente ela pagará dividendos a altura de outras empresas aqui no Brasil.
Como funciona a mente dos gringos?? Ao certo não sei te informar, mas com certeza o objetivo deles passa pelo lucro !
Com o cenário de aumento de inflação e retração na demanda interna e externa, a maioria dos setores sofrerá. Se mesmo assim quiser escolher um setor na bolsa, talvez o energético represente uma alternativa.
O preço do petróleo se aproxima dos 120 dólares onde acredito deve se situar após a recente abaixa. A atual correção permitiu um certo expurgo do capital especulativo. Mas a demanda da commodity ainda é crescente no mundo, portanto não acredito que la volte a trabalhar abaixo dos 100 dólares.
Grande Abraço
24 de julho de 2008 às 11:47
Continuamos comprados em Vale, é isso mesmo Christian ?
Abraço.
24 de julho de 2008 às 11:52
Christian,
na verdade eu deveria ter feito um afirmação e não uma pergunta, pois também gosto muito da Vale, ela já me deu muitas alegrias, e espero outras mais, rsrs.
Abraços.
24 de julho de 2008 às 12:01
Olá Bianka,
meu horizonte de investimento em 70% da minha carteira é de longo prazo. E a Vale tem uma fatia boa do capital investido…
Portanto, firme e forte nela !
Grande Abraço
24 de julho de 2008 às 16:18
Bianka, minha preferência tbm é por vale. Dúvida: num momento de bear market como o que está sendo considerado atualmente, você comprar mais?
Bons Negócios!
24 de julho de 2008 às 16:59
Estou ouvindo a risada maligna do Fausto de Arruda Botelho.
24 de julho de 2008 às 17:32
Christian, perdido os 58.000 iremos aos 53.000? E quanto à Vale, iremos aos R$ 37,00?
Medoooo!!!
25 de julho de 2008 às 16:52
Olá Christian,
-a coisa não tá bonita não heim, como lí em um outro post é hora de esfriar a cabeça.
- pena(ou sorte) não ter mais recursos disponíveis, senão compraria mais.
Abraço.
31 de julho de 2008 às 19:20
Fala Christian!
Achei legal esse post! Assim o pessoal que ta comprado para o longo prazo pode diminuir o prejuízo.
Gostaria de tirar uma dúvida que me veio a cabeça agora. Se eu tenho 1000 VALE5, por exemplo, e coloco para alugar. Se dias depois eu perceber que uma grande queda “está se configurando” nessa ação, posso alugar, não os meus (claro!), papéis da VALE5 de outra pessoa?
Abraço e bons trades!
Gelo
31 de julho de 2008 às 19:22
Olá Gelo,
interessante a pergunta. Nunca havia pensado a respeito. Teoricamente não consigo encontrar algum empecilho> Vou pesquisar e te falo.
Grande Abraço