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A obrigação de operar

Publicado em 12.06.2008 por na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Informações, Opinião

operar Nestas últimas duas semanas a volatilidade voltou a se intensificar no mercado brasileiro e mundial. Nestas horas, muitos analistas de renome apregoam que o mais prudente é sair rápido do mercado. Seja com um pequeno lucro ou até mesmo com um prejuízo, decorrente de um stop de proteção.

Ficando líquido, a intenção é tentar não correr riscos exagerados com a volatilidade do mercado. De fato, a movimentação dos preços no Brasil é notoriamente alta. Desde 1999, a volatilidade do índice Brasil MSCI ficou acima de 11% ao mês, quase o triplo do observado nos EUA e o dobro da média dos países emergentes. Alem disso, eventos de dois desvios padrão, que no mercado acionário brasileiro significam ganhos ou perdas superiores a 22% em um único mês, ocorrem, em média, uma vez a cada 15 meses.

Resumindo… o mercado brasileiro além de uma volatilidade mensal de 11%, oferece ao investidor a oportunidade de ganhar ou perder um quarto de seu investimento em um único mês. Sem dúvida, as ações brasileiras são de alto risco.

No entanto, vale lembrar o que ensina a teoria econômica. Alta volatilidade representa ganhos acima da média. E no Brasil, isso tem sido verdade.

Estudo do UBS Pactual Wealth Management, publicado no Valor Economico, demonstrou que desde 1999, as ações brasileiras renderam 542%, em comparação aos 265% nos países emergentes e 9,1% nos EUA. Lembrando porém, que para auferir este resultado o investidor deveria ficar posicionado e suportar as fortes oscilações do mercado.

Assim, chegamos em um impasse. Devemos surfar as ondas da volatilidade, entrando e saindo do mercado ou a estratégia mais viável é o tradicional buy & hold ?

Não acredito em uma resposta única e definitiva. Como já mencionei outras vezes aqui no site é totalmente viável direcionar uma parte do capital investido para investimentos de longo prazo que sirvam de sustentação da carteira e outra para operações de trading que procuram maximizar os ganhos.

Por fim, vale citar mais um dado sobre o estudo citado acima. As ações brasileiras, desde 1999, registraram um retorno 415 pontos percentuais acima da renda fixa local. Ou seja, elas podem de fato proporcionar retornos generosos, mas vale lembrar, que o investidor estará sujeito a uma queda superior de 22% da sua carteira em um único mês.

Se você não tem coração fraco, a renda variável pode ser o melhor dos mundos.

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