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Análise Semanal 08/03

Publicado em 08.03.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises, Análises semanais

 

Performance semanal das pricipais bolsas mundiais:

 

Ibov -2,55% DAX -3,47%
Dow Jones -3,04% FTSE -3,13%
S&P500 -2,80% Nikkei -6,03%
Nasdaq -2,60% Shangai -1,10%

 

Warren Buffett se antecipa

 

A semana começou com o megainvestidor Warren Buffett afirmando, em entrevista à rede de televisão CNBC, que os relatórios que recebe de seus negócios de varejo apontam significativa retração nas compras e que portanto a economia norte-americana está essencialmente em recessão, mesmo que não tenha atingido a definição técnica ainda.

Segundo economistas, um país está tecnicamente em recessão quando registra dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do Produto Interno Bruto (PIB).

De fato, os indicadores e as notícias que pipocaram no decorrer da semana confirmaram as palavras ditas pelo presidente da Berkshire Hathaway.

Veja as manchetes sombrias:

- Gastos com construção caem 1,7% em janeiro

- Encomendas às fábricas nos EUA caem 2,5% em janeiro

- Economia dos EUA perde 63 mil vagas em fevereiro

- A Thornburg Mortgage Inc. e a Carlyle Capital Corp., financiadoras de hipotecas de baixo risco a juros variáveis, comunicaram não ter conseguido atender a chamadas de margem, ou seja, não tinham caixa para pagar imediatamente parcelas de dívida cuja quitação foi exigida antecipadamente pelos credores.

Novas bolhas: Petróleo e commodities

Enquanto o cenário economico americano se deteriora, o que vemos é um crescimento, até certo ponto exagerado, das commodities e do petróleo. Já se comenta no mercado, que depois do estouro da bolha do crédito imobiliário, já se começam a formar novas bolhas especulativas nas commodities e no petróleo.

O petróleo chegou a bater a marca dos 106 dólares e fechou a semana em 105,31. Uma alta de 3,46%. (veja o gráfico no vídeo)

O CRB Commodity Price Index, chegou a subir quase 2%, mas fechou estável na semana nos 411 pontos. (veja o gráfico no vídeo)

Selic 11,25%aa

Aqui no mercado interno, tivemos a manutenção por parte do Copom, da Selic em 11,25% ao ano. Desta forma, o Brasil recuperou a liderança que era da Turquia, como o país com a maior taxa de juros nominal do mundo. A política monetária brasileira já vem sendo taxada no exterior como a mais severa e conservadora do mundo. A crescente aversão ao risco preocupa o Banco Central brasileiro, exigindo conforme mencionado depois da reunião de quarta-feira, um monitoramento atento da conjuntura como um todo.

Apresentação em vídeo

Gráficos exibidos nesta edição: Ibov, Dow Jones, Petróleo, CRB, Petróleo, SP&500, Nasdaq, DAX, FTSE e Risco Brasil.

video

 

Para ver o vídeo: Clique na imagem. Abrirá uma nova janela e clique no play.

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Importante: Quero saber a sua opinião. Critique, elogie. Concorde, discorde. Comente sobre o que você leu aqui. A sua participação é o combustível para o meu trabalho.

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11 comentários para “Análise Semanal 08/03”

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  1. Renato disse:

    Christian,

    Os dados crescentes de desaquecimento nos EUA é no mínimo preocupante, pois estes detem maior parte do fluxo financeiro mundial.

    Provalmente estaremos testando(novamente) um suporte importante nos próximos dias e um divisor de águas no CP que poderá ou não ocorrer.

    Se observarmos a evolução dos acontecimentos, acredito que estejamos mais próximos dessa correção. Como houve excesso de oferta sem critério, agora é a hora da separação de empresas sérias e as menos.

    Pena que nós investidores, que não temos nada a ver com a causa do problema, temos que stopar nossos investimentos pois os riscos estão ficando mto grandes.

    Mudar investimentos e apostar em baixas significativas tvz seja a saída para quem está querendo ficar.

    Mais uma vez obrigado pelo nível de informações que são passadas em suas análises e textos.

    Abraço.
    Renato.

  2. CHRistian disse:

    Renato,

    sou eu quem agradece as suas constantes observações.

    Sem dúvida, estamos próximos desse divisor de águas.
    Queria apenas chamar a atenção para o comportamento de algumas “smalls caps” brasileiras nessas últimas quedas da bolsa. Apresentaram uma força bem superior as quedas do passado. É bem verdade, que talvez o motivo seja extamente o fato de terem sofrido muito no passado recente e agora encontram-se (em muitos casos) sub-valorizadas.
    É verdade que se as bolsas derreterem, elas vão acompanhar. Mas por outro lado, caso ocorra um repique, pode representar um ganho acima do mercado no curto prazo.

    Grande Abraço

  3. Rafael disse:

    Olá Christian!

    Acompanho suas analises ha cerca de 6 meses! Nao perco uma!
    Agora com a adicao de novos indices durante a analise, melhorou o que ja era bom!
    Parabens pelo trabalho!

    Uma duvida, porque a bovespa nao esta acompanhando todas as principais bolsas desde a crise em janeiro? Ate quando ela ira suportar essa assimetria?

    Abraços,
    Rafael

  4. Renato disse:

    Christian,

    É verdade, bem lembrado. Algumas SC não foram mto penalizadas com esses solavancos já que estavam mto retraídas.

    Aproveitando a observação do Rafael, e fazendo uma breve análise, acho que estamos em uma encruzilhada. Qual sua opinião ?

    -Em momentos de crise investidores fogem do mercado de ações para apostar em comodities.

    - Comodities estão supervalorizadas no mercado global (como exemplo o Petróleo), e, segundo analistas, esta alta poderá gerar uma inflação na outra ponta.

    - Como aumento da inflação a queda dos juros poderá cessar.

    Diante disso pergunto:

    - Estas sucessivas altas das comodities poderão estar no ciclo final já que sem poder de compra e retração dos mercados, essa talvez seria a consequencia natural gerando melhor expectativa em relação a continuidade da queda nos juros ? (apesar que somente redução de juros sem o repasse pelos bancos, como está acontecendo, não ajuda em nada)

    - Caso haja realmente a queda no preço das comodities para nosso mercado isso seria bom ? Nossas empresas (principalmente petr) não estão acompanhando esse “aumento do pavor” que o mercado está conduzindo.

    Abraço.
    Renato.

  5. CHRistian disse:

    Rafael,

    conforme o artigo já publicado aqui no blog a respeito, esse decoupling (desacoplamento) da bolsa brasileira, basicamente encontra justificativa na alta das commodities.
    Agora no médio a tendência que a “dependência” e principalmente a direção volte a coincidir com a matriz (EUA).

    Obrigado pelas palavras sobre as análises.

    Grande Abraço

  6. CHRistian disse:

    Renato,

    muito bem colocado. Na análise semanal inclusive, chamo de novas bolhas das commodities e do petróleo.
    Estas altas exageradas não combinam com uma economia como a americana próxima da recessão. No passado, sempre que os EUA passaram por momentos de retração o petróleo recuou também forte. Muito natural, afinal de contas a demanda do maior consumidor do mundo em combustível diminui.

    No meu entender um re-alinhamento dos preços das commodities seria ruim para o Brasil. Afinal de contas, todos nós sabemos que as principais empresas do índice brasileiro, tem algum vínculo com as exportações de commodities.

    Difícil dizer quando ocorrerá esta trégua na valorização do petróleo e das commodities.
    O importante para nós é acompanharmos de perto.

    Grande Abraço

  7. Sergio disse:

    Como tudo é sazonal, acredito que no CP até possa haver uma retração, o que vejo como oportunidade para compra. Porém, qualquer um que já passou por momentos de dificuldade financeira a nível familiar, sabe que, passamos a cortar supérfluos, sendo exatamente isto que creio ocorrerá na terra do Tio Sam, mas creio que no mesmo ritmo que no caso familiar também ficamos cansados de contar moedinhas e apertar o cinto e de alguma forma conseguimos reduzir o custo em alguma área, fazemos algumas horas extras, ou mesmo ampliamos nosso leque de contatos. Não sei se estou me fazendo entender, mas o que acredito que isto criará uma demanda reprimida, sendo que em terras geladas não dá pra ficar sem o petróleo, e após alguns ajustes, e algum aperto financeiro, haverá outro natal, outro inverno e as comodities voltarão a explodir, pois certamente haverá uma contra-partida, que venha o Merry Christma´s em 2008, 2009. Assim como num eletrocardiograma, uma linha reta nos graficos de ações, decreta a morte dos lucros.Viva a volatilidade!!

  8. Carlos Blajberg disse:

    CHR, parabéns pelo alto nível das análises, especialmente dos vídeos.

    Estive na sua palestra na ExpoMoney no Rio em 2007, foi bem interessante.

    Como meu foco é LP (mais de 10 anos), estou relativamente tranquilo com estas incertezas americanas, que ao meu ver durarão no máximo 1 ou 2 anos.

    Minha pergunta é: desde janeiro, com a crise, percebo que minhas ações que têm uma “forte popularidade” junto aos investidores americanos e que já subiram bastante agora têm sido bastante impactadas, como BMEF e LAME. Onde posso encontrar uma tabela que informe qual o % das ações de todos os papéis que estão nas mãos dos estrangeiros?

    E agradeço se vocÊ puder comentar minha carteira: CSN 25%, VALE 18%, BBDC 18%, PETRO 10%, TENDA Construtora 8%, LAME 8%, BRML 8% e BMEF 5%.

    Um abraço e obrigado mais uma vez,
    Carlos

  9. rafael R. disse:

    muito bom esse site, tento acompanhar ele semanalmente há um ano!!gosto muito das suas informaçoes. mas acho q vc deveria,pelo menos uma vez, fazer uma analise semanal de uma forma mais simplória para os iniciantes entenderem melhor oq passa na analise..

    ah.. seria interessante vc postar um carteira q seria interessante semanalmente..

    vlv..

    site muito bom!!!

  10. CHRistian disse:

    Olá Sergio,

    obrigado pela opinião. Espero sinceramente que as commodities não percam o fôlego.
    Gostei da analogia com o eletrocardiograma. Sem dúvida, sem volatilidade o trader de curto prazo não sobrevive. ehehe

    Grande Abraço

  11. CHRistian disse:

    Olá Carlos,

    fico feliz que esteja me acompanhando desde a Expomoney. Te convido a participar nos comentários com mais freqüência. :)

    O percentual de participação dos estrangeiros em cada empresa, você pode encontrar no site da Bovespa, olhando os balanços das empresas. Existe uma seção que informa a composição acionária.

    Acho que sua carteira está muito bem distribuída. Empresas sólidas com empresas que devem se beneficiar do atual momento a economia brasileira.
    Comentar sobre uma carteira de outra pessoa não é uma tarefa fácil. Afinal de contas, quando montamos um portfolio, não devemos apenas considerar quais as empresas que farão parte, mas também outros aspectos, como propensão ao risco, horizonte de investimento, etc…
    Algumas empresas aliás coincidem com a minha carteira (BRML e LAME).

    Grande Abraço

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