Vertentes da Escola fundamentalista
Publicado em 07.02.2008 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Estratégias, Opinião
Dando uma olhada nos artigos já postados aqui no blog, percebi que apesar de usar bastante a escola fundamentalista nas minhas análises dos pápeis que compõem a carteira CHR, muito pouco foi escrito sobre os conceitos básicos. Pensando nisso resolvi incrementar a seção Aprendizado, publicando este artigo sobre as duas princiapais vertentes que regem a análise fundamentalista.
Quando pensamos em analisar um ativo através da AF, podemos utilizar duas metodologias:
1- A Top Down
2- A Bottom-Up
A análise Top Down (de cima para baixo) concentra-se em observar os aspectos macroeconômicos. Eles seriam o principal fator para determinar o desempenho de um papel. Por exemplo: Em momentos de elevação de inflação, os investidores buscam proteção em ações de setores nos quais a alta de preços possa ser repassada de alguma forma. Os bancos em geral, por exemplo, podem proteger parte dos seus ativos no mercado financeiro.
A análise Bottom-Up (de baixo para cima) utiliza todas as informações disponíveis para calcular o valor justo de uma determinada empresa. Ou seja, ao invés de limitar-se somente ao cenário mais amplo, procura, através de um modelo determinado, identificar possíveis exageros (pra cima ou para baixo) nos preços dos ativos.
Isso se torna evidente, quando um papel cai violentamente devido a uma notícia ruim. O mercado, nestes casos, costuma primeiro vender e depois perguntar. Com uma análise Bottom-Up, o investidor pode mensurar o potencial impacto real daquele determinado evento no preço da ação.
As duas metodologias não são excludentes. Muito pelo contrário. Uma alimenta a outra. A análise Top Down, mesmo que muitas vezes seja subjetiva, cria o pano de fundo para que a a análise Bottom-Up vasculhe o mercado buscando empresas que através de seus ciclos, diferenças e momentos particulares, apresentem boas oportunidades.
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7 de fevereiro de 2008 às 23:02
Christian, gostei muito da forma como você separou a análise fundamentalista, interessante notar que muitos analistas se prendem a apenas uma dessas formas: como os que afirmam: “se o dólar subir compro Embraer”; ou “se a empresa têm um negócio que gere lucro, não vendo por mais que caia”.
Como você colocou muito bem, elas são complementares, e utilizar apenas uma limita a capacidade de perceber a realidade do mercado.
[]’s
8 de fevereiro de 2008 às 10:35
Obrigado Gandalf,
mas na verdade muita gente procura mesclar as duas vertentes. Não é exclusividade minha… hehe
E parabéns pelo blog ! Não conhecia… vou acompanhar.
Grande Abraço
8 de fevereiro de 2008 às 17:52
Cristian, eu quero muito encarteirar a POSI3, estava pensando em comprar ela hoje, mas ela nao me da oportunidade, fura o OBV, parece que vai cair mais ainda… Vc ainda esta segurando as suas? ou ja realizou parte?
8 de fevereiro de 2008 às 17:52
parecce que foi um pullback de queda
8 de fevereiro de 2008 às 18:00
Tulio,
continuo firme e forte na Positivo ! ehehe
Não tenho a menor pressa. Ela faz parte da minha carteira CHR de longo prazo. A queda do papel é completamente injustificável.
O mercado muitas vezes distorce o verdadeiro valor da empresa. Exatamente como postei aqui no artigo.
Mas tem um detalhe… comprei ela desde a IPO, portanto possuo uma certa folga. (que já foi bem maior…
)
Só lembrando… minha opinião não representa indicação de compra ou venda.
Grande Abraço
8 de fevereiro de 2008 às 19:19
haha pode deixar, que se eu tomar ferro nela nao vou te processar não. Tira uma duvida pra mim, você opera desde quando? Vi que o blog é desde 2006.
16 de fevereiro de 2008 às 12:42
Cristian,
Num balanço ,por exemplo, aonde observar pontos importantes ?? LL, guidance?? Gostei desta matéria sobre AT…mas confesso que ainda me sinto perdido …
abs
16 de fevereiro de 2008 às 13:38
sorry …leia-se no lugar de AT …AF
16 de fevereiro de 2008 às 14:02
Marcelo,
não existe uma regra. Depende muito do setor que você analisa.
Por exemplo, na construção civil, como as empresas somente podem considerar como receita de vendas quando terminam 100% do empreendimento, o guidance é fundamental.
Em outros setores, muito alavancados, analisaro grau de endividamento pode ser fundamental.
Ou seja, não existe uma regra. Além do que, assim como quanquer outra escola, a AF por mais que trate de números, é muito interpretativa também.
Em breve, vou postar mais sobre o assunto.
Grande Abraço