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Fundo ativo ou passivo ?

Publicado em 04.12.2007 por na(s) categoria(s) Destaques, Estratégias, Opinião

moeda

Mais um ano se aproxima do final. É hora de avaliarmos o desempenho da nossa carteira com parcimônia e traçarmos nossos objetivos para o próximo ano que se aproxima.

Este artigo ainda não será uma análise da performance[bb] da Carteira CHR, vou aguardar o término de Dezembro para este fim. Esse texto, vai abordar as diferenças entre um fundo (carteira) ativo e um fundo (carteira) passivo.

Os fundos passivos procuram replicar o desempenho de um determinado índice (por exemplo, Ibovespa, IBrX, entre outros) sem a interferência do gestor na escolha dos ativos. Já os fundos ativos fazem exatamente o oposto, ou seja, é utilizado o “expertise” do gestor na escolha dos ativos, sem obrigação de seguir qualquer índice.

Normalmente os fundos ativos possuem um custo maior na taxa de administração e performance. Por isso, é de se esperar que estes fundos tenham uma performance melhor do que os passivos. Porém não é isso que estudos americanos demonstram. No longo prazo, são raros os fundos, com gestão ativa, que superam o desempenho dos índices acionários.

Uma das explicações para tal fato é que esses índices são números puros, sem a dedução de qualquer custo, enquanto os fundos têm custos operacionais, que são deduzidos do seu desempenho final. Os custos de performance e corretagem são de difícil quantificação para os investidores. Na gestão ativa de fundos de ações, a corretagem tem maior presença, devido à maior troca de ativos, quando comparada à gestão passiva.

Mercado Eficiente

No fim das contas, essa discussão nos remete a teoria do Mercado Eficiente. O Mercado Eficiente considera que em mercados onde há um grande número de investidores bem informados, os investimentos serão precificados de modo a refletir todas as informações disponíveis no mercado. Ou seja as distorções que ocorrem nos preços tendem a se ajustar.

Muitos gestores financeiros fundamentam suas decisões de compra e venda nos mercados na crença de que eles são capazes de ganhar dinheiro enfrentando-o, baseados no pressuposto de serem mais eficientes que o mesmo. Não é muito fácil entender porque os gestores têm tantas convicções a respeito do comportamento dos mercados, procurando encontrar padrões e correlações no passado para prever movimentos futuros. De outro lado, os mesmos gestores financeiros que tentam achar a “fórmula mágica” afirmam que os mercados de capitais funcionam suficientemente bem e que oportunidades de lucrar muito e rapidamente são bastante raras.

Seguindo esta linha, não é de se estranhar o forte crescimento nos EUA do mercado de ETF (Exchande Traded Fund), cuja tradução para o português é fundo negociado em bolsa. O ETF é um fundo passivo, que procura replicar determinado índice teórico, cujas cotas só são negociadas em bolsa. No Brasil, o PIBB (presente na carteira CHR), que replica o IBX-50 e tem sua cota negociada no Bovespa, é o exemplo de ETF “tupiniquim”.

O assunto é extenso e muito interessante. Confesso que ainda não estou convencido da “eficiência” da teoria do Mercado Eficiente. Por outro lado, reconheço a dificuldade de se bater de maneira consistente os índices que utilizo como benchmark da minha carteira.

Bem, levantei a bola… adoraria “ouvir” a opinião dos amigos visitantes sobre este assunto complexo, mas fascinante.

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