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Ser ou não ser do contra ?

Publicado em 22.11.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Opinião

 

duvidaAssim como ocorreu em Agosto, o mercado se mostra muito difícil. Quase 7% de queda em 2 dias. As notícias internacionais não são boas. A vontade que muitos investidores tem é de vender tudo e voltar correndo para o porto seguro dos investimentos[bb] conservadores, como o DI e a poupança.

Mas será que o momento não é exatamente o contrário? Ninguém discute, que a lógica do bom investimento é comprar ações de boas empresas, com importantes e sustentáveis vantagens competitivas, por bons preços, e, então, permanecer com estas companhias por muitos anos.

Com a forte tendência de alta dos últimos anos se torna difícil encontrar momentos que estas boas empresas fiquem “baratas” para serem compradas. Isso acontece quando temos fortes correções, como a ocorrida em Agosto e como a atual. Mas neste momento, entra o fator psicológico. São poucos que tem a capacidade de confortavelmente ir contra a maré, vender quando todos só pensam em comprar, entrar em setores que passam por momentos difíceis e evitar as ações populares.

É preciso porém cuidado. O assunto de caminhar contra as massas deve ser encarado de forma inteligente. De nada adianta ser um “rebelde sem causa” e ir contra tudo, sem um embasamento conceitual. O pensamento independente, a capacidade de suportar a pressão, o sangue-frio para sustentar sua posição no longo prazo e a visão de longo prazo são características fundamentais para uma performance consistente.

Hoje em dia não é mais suficiente para se tornar um bom investidor dominar técnicas de avaliação de empresas[bb] , ou dispor de cada vez mais informações. Informações, técnicas e cálculos passaram a ser ”commodities”, disponíveis ao mesmo tempo para todos. A capacidade de controlar as emoções é que representa o diferencial necessário para obter resultados ótimos.

Em resumo, o que defendo é uma postura independente. Agir nem sempre com as massas e nem sempre contra todos. Procurar um ponto de equlibrio e principalmente buscar o autocontrole psicológico.

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14 comentários para “Ser ou não ser do contra ?”

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  1. Marcelo disse:

    Realmente não é fácil ver a bolsa despencando e não fazer nada. Eu ainda não tenho tanto sangue frio, por isso mesmo só invisto em fundos de ações. O D+1 para resgate e D+4 pra por a mão no dinheiro fazem a gente pensar muito mais. Não dá pra ficar saindo e entrando a qualquer movimento do mercado. Mas o momento atual é bastante delicado. Christian, você acha que até onde vai ou pode ir a queda? Podemos ver o Ibovespa abaixo de 55.000 pontos (vi no Infomoney que perdendo o suporte de 61.000 podemos chegar a isso)? Por enquanto não resgatei nada, aplico em tres fundos, da vale, da petro e do ibovespa ativo. Penso em longo prazo. Você acha que minha decisão de esperar é arriscada demais? Acredito muito num potencial de valorização dessas empresas. Ou será que poderemos ter ainda uma perda que leve muitos anos para recuperação? Abraço.

  2. rAMOS disse:

    CHR,
    Acredito que o consenso na baixa é sempre vender, mas não podemos esquecer que se alguem vende tem alguem comprando, sendo assim algumas pessoas estão fazendo a sua estratégia. Eu particularmente vou esperar uma “faísca” de reversão para comprar, claro que fazendo isso o lucro diminui, porém me sinto mais seguro esperando uma reversão.

    Abraços e sucesso!

  3. Fabio disse:

    Olá CHR,

    Momento delicado, não? Mercado está dando venda segundo DOW theory que, estatisticamente, traz mais retorno que estratégia B&H. DJ e SP500 zerado no ano, com os grandes inspirando a lógica de venda para assegurar alguma rentabilidade (nos blogs gringos, alertam que muitos papéis, principalmente da Nasdaq, AINDA se encontram em torno da MM50)Aqui, várias figuras de baixa se armando e, inclusive, com mercado prestes a dar agulhada na venda. Notícias ruins dos EUA parecem não acabar. Agora, acho eu, temos que esperar o tempo dizer, pois ele traz o timming. Pode ser que com o final do período trimestral gringo, as notícias ruins rareiem e o mercado plote algum fundo. E estamos chegando perto da decisão do FED que pode surpreender. Talvez estejam precificando uma recessão muito rápido e, quem sabe, surja um rallye de fim de ano. Vamos torcer para uma trégua no curto (futuro do DJ esta dando um bom repique, nesse momento) até a decisão do FED. Lá resume, acho…..

  4. Sergio disse:

    A crise de agosto/07, serviu para uma boa lição. Conclui que observar o ritmo de saída do investimento estrangeiro serve como um dos termometros que medem a febre da bovespa. Quando entramos no site da bovespa vamos em mercado, ações investimento estrangeiro verificamos a diferença entre compra e venda de ações por estrangeiros, e deu pra notar uma saíde de algo em torno de 3,15 bilhoes, isto me infere a tomar mais cuidado. Se o sentimento estrangeiro é de não aplicar em mercados emergentes com economia estável e inflação sob controle (ainda que relativo), é porque há uma percepção de que a crise irá se agravar, agora, quando isto ocorre em fim de ano onde o consumo e o inverno no hemisferio norte aquece as vendas e mesmo assim, as bolsas continuam em queda., tenho que levar isto em consideração.
    Não tenho dúvidas das solidez das blue chips brasileiras, mas me sinto mais confortável estão fora da renda variável nestes momentos de crise. Mesmo porque a vedete que é a Vale do Rio Doce ficou no chamado caixote ( sobe e desce sem definição) por quase dois meses e agora esboça uma tendencia de queda. Pois bem, a conjuntura de fatores e a experiencia anterior me dizem, para aguardar uma melhor definição, aproveitar preços baixos só é válido ao meu ver se, estes preços apesar de baixos esboçarem uma reação de subida consistente e houver retorno do investimento estrangeiro, pois neste caso indica uma mudança de rumo para o que eles estão percebendo também, caso contrário, prefiro ficar na mesmice do baixo rendimento á correr riscos a meu ver, desnecessários. Num momento, posterior de melhor definição com a crise americana devidamente precificada pelos mercados e devidamente absorvida pelas bolsas, quando a poeira assentar, daí então revejo a estratégia, sem ter que aguardar a recuperação do que perdi, afinal estando fora da renda variável , posso até não ter ganhado muito mas sei que meu dinheiro estará comprando muito mais ações com a mesma quantia, e ainda que haja uma nova queda já seria bem amenizada pelas medidas de precauções tomadas. Já vivi muito tempo sem conhecer a renda variável, acho que dá pra resistir um pouco mais, alguns meses talvez.
    Até lá , boa sorte pra quem fica!!!!

  5. Fabio disse:

    Problema é de timming:

    Nov. 23 (Bloomberg) — Global stocks advanced as investors speculated a four-week sell-off may be overdone given the outlook for earnings growth, while gains in metal prices lifted mining shares. U.S. index futures increased.

    “There’s room for a mini rally as the correction was excessive,” said Luca Peviani, who helps manage the equivalent of about $1.4 billion of hedge funds at P&G Sgr in Rome. “Waning subprime fears could lead to higher valuations in the short term.”

  6. CHRistian disse:

    Marcelo,

    se pensa no longo prazo, não me preocuparia. A extensão da crise ainda é incerta.
    Difícil te dar uma opinião sobre seus investimentos, sem saber a sua tolerancia ao risco.
    Até o final do ano, teremos um cenário mais claro.

    Grande Abraço

  7. CHRistian disse:

    Ramos,

    concordo contigo. A velha história de pegar a faca caindo ! ehehe

    O problema é termos a convicção suficiente (ou seja… resumindo… coragem !) de fazer uma compra quando o mercado mostrar uma reversão. :)

    Grande Abraço

  8. CHRistian disse:

    Fabio,

    acho que o seu comentário, resume bem a atual situação dos mercados. São tantas alternativas e interpretações sobre a crise, que tem deixado os investidores inseguros e indecisos. E dali volatilidade !!!
    Como já falei em outro artigo… esse é um mercado para poucos.

    Grande Abraço

  9. CHRistian disse:

    Sergio,

    suas ponderações são perfeitas. Por isso que não me canso de repetir aqui no blog. Não posso opinar sobre os investimentos de outra pessoa. Não conheço a tolerância ao risco de cada um.
    Sem dúvida, a tua postura de ficar de fora é muito compreensível.
    No meu caso, o capital destinado para a renda variável continuará como está. Me desfazer de algumas posições deve acontecer. Mas o montante financeiro ficará inalterado.
    Operar no mercado significa acima de tudo tomar risco, visando uma rentabilidade superior. Desde que você não comprometa recursos substanciais das suas economias, julgo imprescindível a diversificação na renda variável.

    Grande Abraço

  10. CHRistian disse:

    Fabio,

    o timming sempre será improtante. Mas depende muito do horizonte de investimento de cada um . Quanto maior, menor a importância de identificar o timming correto.

    Grande Abraço

  11. Regina disse:

    Graças aos seus sábios conselhos não vendi tudo. Vou esperar a tormenta passar.
    Obrigada.

  12. CHRistian disse:

    Obrigado Regina.

    Mas é bom estarmos sempre atentos. Acabei de plotar o gráfico dos fluxos e confesso que fiquei assustado.
    Amanhã no vídeo, eu dou mais detalhes.

    Abraços

  13. Fabio disse:

    CHR,

    As bolsas se comportaram bem para um Black Friday, não? Teste maior ocorrerá na segunda-feira, com o DJ enfrentando o nível de 13.000 pontos. Segundas, após o B.F. são os dias de correções consideráveis, historicamente na bolsa americana. Menos notícias ruins, talvez, com o passar do tempo O tempo pode mostrar que ocorreu uma reação negativa demasiada. Mas, dado que temos topos e fundos descendentes, cautela manda. Bolsa, aqui, em compasso de espera e volume pífio. FED vai decidir para o médio. Mas, lembre-se do que aconteceu na década de 90.

  14. CHRistian disse:

    Aparentemente a confiança do consumidor continua dentro do padrão. Pelo menos a forte procura por promoções mostrou isso no Black Friday.
    Terça ou quarta a Wall Mart, maior varejista americana, costuma divulgar os resultados do “sexta-feira negra”. Se confirmar o tradicional consumismo americano, podemos esperar um final de ano um pouco mais tranquilo.

    Grande Abraço

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