Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Apertem os cintos

Publicado em 12.11.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Análises

 

Hoje era feriado nos EUA, Dia dos Veteranos. A expectativa era de que o dia seria morno, mesmo o Dow Jones abrindo normalmente. Ao invés disso, o que se viu foi mais um dia de muita volatilidade com índices americano e brasileiro terminando no negativo.

O Dow novamente surpreendeu no fechamento e na última hora com um movimento acompanhado de forte volume, rompeu e fechou abaixo do forte suporte dos 13000. Deixando perspectivas ainda mais sombrias para o restante da semana.

O Ibov parece ter voltado a normalidade. Depois de mostrar um descolamento fora do comum com o índice americano na sexta-feira, quando o Ibov subiu 1,19% contra a queda de quase 2% do DJ, hoje o mercado brasileiro parece ter se ajustado a realidade e caiu muito forte (4,34%). A perda dos 62300 deixa espaço, para que o Ibov teste os próximos suportes nos 60000 e 58200.

Chamou minha atenção a queda expressiva do índice BR20, que representa as 20 ADRs mais negociadas no mercado americano. Foi uma baixa de mais de 7%, mostrando que os investidores estrangeiros parecem mais avessos à papeis de países emergentes.

 

DJI-14

IBOV-28

BR20-2

Dow Jones- 60 min.

Ibov - Diário

BR20 - Diário

 

A justificativa para esse pessimismo continua a mesma: reflexo do colapso das hipotecas subprime, que afetou o resultado de grandes bancos e instituições financeiras.

O forte recuo no preço das commodities também atingiu em cheio a bolsa brasileira, dado que os papéis de maior peso na composição do índice estão relacionados às matérias-primas.

Em direção contrária, o dólar recuperou parte da recente perda, apresentando alta contra a maior parte das moedas do mundo. A divisa norte-americana ganhou força sobre o euro e a libra esterlina. Contra o real a alta foi de 1,83%, para R$ 1,778.

É o momento de apertarmos os cintos. A turbulência subprime parece estar de volta. Se o seu destino é o longo prazo, calma. Em breve, o céu de brigadeiro deve voltar.

. 

 

TAGS

6 comentários para “Apertem os cintos”

Assine os feeds dos comentários deste post

  1. Gabriel Zanatta disse:

    Subprime pode afetar a europa…
    Pib parece que vem abaixo do esperado…
    MERCADO VOLATIL E PARA BAIXO!

    Abraços

  2. Regina disse:

    Que bom ouvir de quem entende que o ceu de brigadeiro deve voltar no longo prazo…
    Estava meio desesperada por ter entrado em hora imprópria. Quase vendi tudo com grande prejuízo.
    Tudo tem seu tempo, não é? E se o tempo for longo…vamos esperar.

  3. Marcelo disse:

    É, a coisa está feia. Eu penso também no LP, tanto que nem invisto direto em ações, mas em fundos. Mas mesmo assim estou ficando com a pulga atrás da orelha. Essas histórias de “bolhas” na China e na Bovespa, subprime, recessão americana, etc. Temos de ficar de olho. Christian, queria saber de você o que seria LP no seu conceito. Mais de 1 ano, mais de cinco anos? Confesso que tenho dúvidas a respeito disso. Outra coisa, eu li que a bolsa de Tóquio sofreu um “crash” vinte anos atrás e até hoje não se recuperou. Você sabe o que aconteceu por lá? Grande abraço e mais uma vez obrigado.

  4. CHRistian disse:

    Já estava respondendo o comentário da Regina, quando chegou o seu comentário Marcelo. Acho que os dois se complementam.
    É importante sim, determinar o que é esse “longo prazo”. Se olhar qualquer mercado no mundo vai perceber que todos na sua história tem uma trajetória crescente. Por isso ao profetizarmos que a operação deve ser para o longo prazo, sem definirmos um parâmetro, se torna quase impossível errarmos.
    Aqui entra nosso horizonte de investimentos. Boa parte das empresas que compõe a minha carteira visam se beneficiar do crescimento da economia brasileira. Acredito que até o final de 2008, o consumo continuará em alta, e com o advento do grau de investimento, ainda teremos um ano propício para o investimento em renda variável. Lembrando que alguns papeis da minha carteira já foram comprados a alguns anos. E outros entraram a pouco tempo.

    Mas não tenho uma rigidez irracional. Se as condições macroeconomicas afetarem as minhas perspectivas, modifico a minha estratégia.
    Na verdade, a minha busca é tentar identificar o que realmente representa uma mudança conjuntural e não apenas uma reação emocional imediatista de cenários projetados para o futuro. (ops.. essa eu fui longe… ehehe :) )

    Grande Abraço

  5. Marcelo disse:

    Então Christian, viajando na sua “filosofia”, a atual crise para você seria uma mudança conjuntural ou apenas a reação emocional exagerada dos investidores? Eu enxergo um pouco de cada, as oscilações para cima e para baixo dos últimos meses parece estar atrelada a um forte aspecto emocional, subprime estoura, tudo veio abaixo, corte de juros do FED, tudo acima, anúncio da reserva de Tupi, dá-lhe Petrobrás estourando, depois do anúncio dos resultados desfavoráveis do último trimestre, toma tudo de volta. Não me parecem movimentos racionais. Por outro lado, parece que a situação da economia americana realmente poderá ser afetada, o que justificaria uma “crise” mais grave atingindo as bolsas e a economia dita “real”. Outra coisa, a “menina dos olhos” dos investidores brasileiros, a Vale do Rio Doce, o que aconteceria com ela caso uma recessão maior acontecesse nos EUA? A China exportaria menos produtos para lá, e sendo ela uma grande consumidora dos minérios da Vale, ela estaria em má situação? Ou existem outros mercados que poderiam suprir essa queda no “movimento” da mineradora? Dúvidas e mais dúvidas, vamos que vamos. Mais uma vez um forte abraço e desculpe se estou te “alugando” demais…

  6. CHRistian disse:

    Olá Marcelo,

    alugando ? Jamais ! Muito pelo contrário, seus comentários tem motivado a discussão, e isso é fundamental.

    Com esse mercado volátil, é difícil conseguir identificar uma tendência. Veja um exemplo… citei no artigo a forte queda do BR20 de mais de 7%. Não é que hoje, o mesmo índice voltou com uma alta de 8,81% ! O indicador de volatilidade ATR, atingiu o maior patamar dos últimos 2 anos, mostrando que é difícil fazer qualquer análise técnica/gráfica da situação.

    Acho que a maior preocupação da Vale é a China. Pois ela é seu principal cliente. A demanda chinesa continua muito forte e dando sinais que continuará assim por mais alguns anos.

    Grande Abraço

DEIXE UM COMENTÁRIO

Para sua imagem aparecer nos comentários, cadastre-se no Gravatar com o mesmo e-mail com o qual comentou.