Descubra o que são os Fundos de Riqueza Soberana
Publicado em 23.10.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Destaques, Informações, Opinião
Com as economias dos países cada vez mais interligadas, as bolsas no mundo começam a receber recursos de onde até pouco tempo nem se imaginava. Países como China, Cingapura, Coreia do Sul, Noruega e até mesmo Botsuana já possuem participação em empresas de destaque em diversos mercados de países desenvolvidos.
Esses países utilizam os chamados Fundos de Riqueza Soberana (SWF, na sigla em inglês) para fazer os investimentos. Os recursos provém das reservas internacionais dos países, que captam o dinheiro a custos módicos e fazem aplicações com retorno mais atraente.
Os países que optam pelos SWFs possuem três caracteristicas específicas:
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No primeiro caso, estão as economias exportadoras de recursos naturais esgotáveis e que são fortemente dependentes dessas receitas.
São os casos, por exemplo, de Noruega, Rússia e países do Oriente Médio (petróleo), do Chile (cobre) e de Botsuana (diamante). O Brasil é forte produtor e exportador de commodities, mas, em sua maioria, de produtos renováveis. -
Na segunda hipótese, estão os países que geram superávits fiscais elevados. Novamente, não é o caso brasileiro. Embora venha produzindo superávits primários, o setor público consolidado (União, Estados e municípios) ainda é deficitário – até agosto, o déficit nominal acumulado em 12 meses somou R$ 51,4 bilhões (2,08% do PIB).
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A terceira forma de motivação diz respeito às economias que possuem superávit comercial, saldo positivo no balanço de pagamentos e elevadas reservas cambiais. O Brasil reúne boas condições nessas áreas. Acumula saldo comercial favorável (US$ 31 bilhões, entre janeiro e setembro), balanço de pagamentos superavitário (US$ 10,6 bilhões, equivalentes a 0,9% do PIB, em 12 meses, até agosto) e reservas de US$ 162 bilhões, cerca de US$ 100 bilhões acima da dívida externa do setor público.
Mesmo contrariando as premissas listadas acima, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, confirmou essa semana a intenção do país de criar um fundo soberano. Ressaltou apenas que o país deve cumprir duas etapas antes: a obtenção do grau de investimento, que, segundo o próprio ministro, só deverá acontecer em meados de 2008; e a acumulação de um mínimo de US$ 180 bilhões em reservas cambiais, montante suficiente para honrar a dívida externa, inclusive a do setor privado. Até sexta-feira, as reservas somavam US$ 163 bilhões.
A criação de SWFs mundo afora, representa uma faceta inédita da globalização, em que os governos de mercados emergentes estão se tornando, por meio destes fundos soberanos, os principais acionistas de companhias importantes. Conforme mencionou Steffen Kern, economista do Deutsche Bank, “Parece que o mundo virou de cabeça para baixo !”.
Essa situação já começa a preocupar os países desenvolvidos, em particular os EUA. Os SWFs da China e da Arabia Saudita tem adquirido participações em bancos e grande empresas americanas.Na semana passada, no encontro dos ministros das finanças do G-7, grupo que representa os países mais desenvolvidos, o assunto foi o tema do dia. Sob pressão dos EUA, ficou definido que o FMI e outras istituições multilaterais deverão definir um código de conduta para os fundos soberanos.
É fundamental acompanharmos de perto essas mudanças na trajetória dos recursos financeiros mundiais. Me parece cada vez mais claro, que estamos diante de uma nova ordem economica mundial.
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1 de dezembro de 2007 às 11:09
[...] fato que chamou minha atenção, nos últimos dias, é o movimento de alguns fundos soberanos, como o de Abu Dabhi e o da China, adquirindo participações acionárias em empresas do Ocidente. [...]
16 de maio de 2008 às 0:05
Deveria facilitar os assuntos de comuns acordos para a população em forma mais simples possivel.