É hora de vender ?
Publicado em 06.08.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Estratégias, Informações, Opinião
A Amanda Queiroz, me questionou por email: “CHRistian parabéns pelas análises e pelos vídeos. Percebi que você está bastante pessimista quanto ao cenário atual da bolsa. Aí, fico me perguntando porque não se desfaz da sua carteira, e vende alguns papeis ? [...] Obrigada !”.
Amanda obrigado pela mensagem e pela visita. Primeiramente não me considero tão pessimista assim. Apenas venho relatando o que vejo.
Sobre o porque de ainda não ter vendido alguns papeis, a resposta resume-se em: estratégia de investimento. Os ativos que atualmente compõem a Carteira CHR, são de empresas que considero com ótimo potencial e não demonstraram (ainda)um sinal de fraqueza a ponto de abalar as minhas perspectivas fundamentalistas para o futuro. Além disso, a maioria delas (exceção para BRML3 e EMBR3) já estão a um bom tempo na carteira e portanto possuem uma boa gordurinha para queimar.
Muitos poderão comentar… mas se você vendesse e recomprasse depois ? Sem dúvida, seria uma estratégia excelente. O difícil seria ter a certeza do timing certo. Vejam bem, não descarto operações mais especulativas. Ou de um período mais curto. Já fiz muito e posso voltar a fazer. O importante é definir o plano e segui-lo a risca.
No caso da Carteira CHR, o foco é o longo prazo, buscando aproveitar o crescimento de determinados setores da economia brasileira que prometem um bom desempenho nos próximos anos.
Os pontos que procuro abordar na minha estratégia de longo prazo quando analiso um ativo, são:
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Oportunidade de mercado
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Qualidade do ativo
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Modelo de negócio
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Administradores da empresa
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Estratégia de saída
É bom lembrar, que todo investidor de capitais vive de “tomar risco”. Risco representa recompensa e perda potencial. Somente cada indivíduo sabe quando chegou o próprio limite, seja ele financeiro ou psicologico.
Paulo Guedes, na revista Época desta semana:
“A captura da psicologia dos investidores pelo tema do aperto da liquidez global, de um lado, e a reflexividade entre as expectativas e a realidade, de outro, indicam a complexidade do enredo registrado pelas bolsas.”
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