O tempo passa…
Publicado em 05.07.2007 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias
Essa semana analisando o meu início como trader/investidor, percebi como minha metodologia mudou. Já se passaram alguns anos, vários livros e muitas experiências. Mas será que houve uma evolução ?
Resolvi ir um pouco mais a fundo na minha análise e destaquei um aspecto que mudou significativamente: a quantidade de operações por mês. No início cheguei a comprar e vender mais de 20 vezes durante 30 dias. Hoje em dia, se faço 5 operações são muitas.
Além de imaginar que minha corretora não gostou muito dessa minha mudança de estratégia, resolvi analisar os resultados financeiros que obtive nos dois períodos. É inquestionável que o resultado na atual metodologia me trouxe muito mais frutos.
Conheço alguns daytraders, que alegariam que a minha metodologia para curto prazo não era boa, por isso o resultado inferior. Pode até ser. Sem dúvida, o meu perfil, se sente muito mais a vontade em trades mais longos e que envolvem uma análise mais cuidadosa ao invés da adrenalina especulativa.
Resolvi pesquisar um pouco mais o assunto na net, e me deparei com um estudo muito sério e interessante sobre o assunto. O Trading Is Hazardous to Your Wealth: The Common Stock Investment Performance, publicado no Journal of Finance (Abril,2000) demonstra através de um estudo de caso muito detalhado, que os investidores que negociaram ações ativamente tiveram, em média, um retorno menor do que os que seguiram a estratégia de comprar e manter suas cotas.
No gráfico abaixo, podemos perceber como os custos de corretagem podem fazer a diferença no resultado final.

Gross Return = retorno médio anual bruto
Net Return = retorno médio anual líquido
Turnover = movimentação (operações)
Average Individual = média investidor comum
S&P500 Index Fund = Fundo de ações do S&P500
Se quiser conhecer mais o relatório, está disponível na íntegra, clicando aqui. Apesar de ser muito técnico, é um documento que vale a pena ser lido.
Por fim , não quero sentenciar nada. Longe de mim, definir qual a melhor estratégia. Isso é algo pessoal. O importante é que antes de definirmos qualquer coisa, saibamos analisar a nossa tolerância ao risco e ajustá-la aos nossos objetivos como investidor. Não adianta um investidor ser muito propenso ao risco se seus recursos terão de ser utilizados em dois meses para aquisição de um imóvel. Nesse caso, o aplicador tem um perfil de risco agressivo, mas o momento de sua vida e o objetivo dos recursos sugerem cautela na aplicação.















6 de julho de 2007 às 1:06
Olá, CRHistian!
Todo dia leio seu blog… seus posts sao sempre muito pertinentes… particularmente, parece que vc adivinha o que estou procurando me informar e ler… rssss
Sobre este assunto, parece uma verdade obvia dificil de assimilar. Sempre é mais facil imaginar que se pode conseguir 10% em uma semana…. e que 30% em um ano é muito pouco…
Com o tempo, acabamos por cair na real e ver que a rentabilidade de 10% em uma semana é ilusoria… Mas é dificil escapar do canto-das-sereias do lucro rapido e facil…
Grande abraço,
Leitão
6 de julho de 2007 às 19:57
Perfeito Leitão !
A eterna briga entre a ganância e o medo. Fácil de ser entendida, difícil de ser aplicada.
Obrigado pela força e por sua visita diária.
Grande Abraço
8 de julho de 2007 às 23:22
O verdadeiro rico é aquele que consegue ganhar dinheiro sempre, de maneira inteligente com a dose certa de risco. Como a dose certa de risco não existe, ricos são os inteligentes para perceber que há risco demais ou risco de menos, sabendo também a hora de perder. Adorei o artigo CHRistian. Parabéns pelo blog, cada dia melhor!!! Abração.
Navarro
http://www.dinheirama.com/blog
23 de outubro de 2008 às 17:24
[...] Estudos comprovam que os traders que tem um giro médio anual acima de 100% de suas carteiras obtém uma performance abaixo do benchmark (no caso, um índice do mercado local). É claro que existem casos de traders/scalpers de curtíssimo prazo que obtém sucesso no mercado. Mas me parece inquestionável que o retorno deles está muito mais atrelado a capacidade psicológica de respeitar um plano de trading que tenha uma expectativa positiva comprovada por backtesting, do que na própria estratégia em si. [...]