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A formula de Kelly

Publicado em 20.07.2014 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management

Depois de conhecermos os métodos de martingale e antimartingale, percebemos que podemos extrair um percentual ideal, que aplicado no total da carteira, maximizaria os ganhos. E é aqui que entra a formula de Kelly.

John Kelly foi um brilhante físico que trabalhava na Bell Labs e graças as seus estudos para AT&T, visando analisar os ruídos das chamadas de longa distância, publicou um artigo intitulado, A New Interpretation of Information Rate. Logo, esse estudo foi utilizado pelos jogadores profissionais nos cassinos, visando identificar o percentual de aposta ideal para cada jogada.

No seu estudo, Kelly considera a probabilidade de ganho do sistema, ou seja quantas vezes ocorre um evento vencedor no total de eventos, e depois analisa como são pagas as jogadas vencedoras e as perdedoras. A formula de Kelly para alcançarmos o percentual ideal de investimento é:

K% = (W-(1 – W) )/R ou se preferirem K% =  ( (R+1) * W – 1)/R
                                                                                 

W é a probabilidade de vitória

R é o quociente entre o valor médio obtido nas vitórias e o valor médio obtido nas derrotas

Vamos a um exemplo para ficar mais claro. Vou usar os mesmo dados usados para ilustrar o método antimartingale:

ant-1

No caso acima, para cada vitória teriamos 1,25 de lucro e para cada derrota perderíamos 1. Desta forma a formula de Kelly ficaria assim :

R = 1,25/1 = 1,25

W = 0,56

K% =  ((R+1) * W – 1 )/ R   = ( (1,25 + 1) * 0,56 – 1)/1,25  = (2,25 * 0,56 – 1)/1,25  =  (1,26 – 1) /1,25  =  0,26  =   0,20 ou seja 20%
                                             

Se olharmos a tabela, vamos perceber que realmente o melhor resultado foi obtido com o investimento de 20% do nosso capital !

Em resumo, Kelly nos deu uma abordagem matemática capaz de definir o melhor percentual de risco a ser adotado em uma carteira visando maximizar os lucros, desde que possamos identificar as probabilidades de vitórias e derrotas e a remuneração de ambas. Esta metodologia é fortemente utilizada por muitos traders quantitativos ainda hoje.

Talvez o mais difícil de usar essa abordagem seja o emocional de cada operador. Mesmo identificando a percentual, muitas vezes, antes que alcancemos o melhor resultado podemos passar por momentos de fortes quedas (drawdown). E nesse momento o  trader é pressionado a encerrar a operação, não permitindo  que o enfoque matemático alcance o seu objetivo final.

Com este artigo, encerro a primeira parte que introduz o tema money management. Gostaria muito que vocês leitores comentassem o que acharam dos artigos ( Money Management, Martingale e Antimartingale ). Mesmo sabendo da importância que é para cada trader/investidor ter conhecimento destas abordagens, sei também que para alguns o assunto pode se tornar chato, difícil e até maçante. Portanto, por favor, manifestem-se !

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Antimartingale

Publicado em 17.07.2014 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management

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Continuando o estudo sobre money management e depois de ter abordado o método martingale, apresento uma nova abordagem: o antimartingale.

O antimartingale se baseia em aumentar nossa exposição ao risco aumentando a aposta no caso de trades vencedores e diminuindo-a no caso de operações perdedoras.

Para que possamos ilustrar esse método, vamos imaginar que cada trader aposte 1% do seu capital, em cada operação. Esse percentual pode ser fixo, porque quando tivermos um lucro ou prejuízo o capital irá mudar, e consequentemente o valor da aposta também. Por exemplo, se apostarmos 1% de 100, e perdermos, em seguida teremos 99; apostando de novo 1%, o valor da aposta será de 0,99 e não mais de 1. E assim sucessivamente, independente dos trades vencedores ou perdedores, nosso valor de aposta será sempre diferente.

Vamos fazer uma simulação. Usando novamente uma moeda com exemplo, considerando um capital inicial de $100 e sempre que der cara nos ganhamos 1,50 e quando der coroa perdemos 1, podemos chegar a seguinte planilha usando o método de martingale:

mart-1

Já no modelo antimartingale teríamos :

ant-1

Fica claro que, para esta simulação, os dois métodos apresentam valorização expressiva em determinados percentuais de aposta. Destaque para a abordagem Antimartingale que apostando 15% do capital alcançaria a irreal marca de mais de 1 milhão de vezes o capital inicial ($100) !

Agora vejamos uma nova simulação, apenas do método Antimartingale, usando os mesmos parâmetros, porém com percentuais de acerto diferentes.

ant-2

Podemos perceber que enquanto no método martingale o resultado final está fortemente relacionado a sequência de arremessos positivos consecutivos, já na abordagem antimartingale os melhores resultados dependem dos percentuais de lances vencedores.

Muitos podem pensar que depois destes exemplos, achamos finalmente a fórmula mágica para nos tornarmos milionários e quebrarmos a banca ! Calma, não é bem assim. Vale lembrar, que nas simulações aqui feitas, cada lance vencedor nos pagava 1,5 enquanto o perdedor correspondia a apenas 1. Ou seja, o sistema estava a nosso favor.

Mas mesmo assim, depois de tudo que foi explicado aqui, podemos concluir que sem dúvida o sistema antimartingale é o mais adequado para elaborarmos nossas estratégias de money mangement. No próximo artigo, vou abordar a formula de Kelly, que nos ajudará a encontrar aquela percentual “ótima” de capital a investir, que teoricamente, nos levaria a maximizar nossos ganhos caso a usássemos de forma sistemática. Imperdível !

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Martingale

Publicado em 15.07.2014 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias, Money Management

Dando continuidade ao artigo sobre Money management, vou abordar agora uma das teorias mais antigas sobre administração de portfólios, o modelo Martingale.

É muito comum nos traders iniciantes após diversas operações perdedoras, achar que estatisticamente as chances de vir um trade vencedor são maiores. Essa abordagem simplista leva o investidor a adotar uma gestão de risco que faz com que ele aumente as apostas após um período negativo, e diminua depois de um período positivo.

O modelo martingale, cuja origem está ligada a história dos jogos e início da teoria da probabilidade, se baseia exatamente na impossibilidade de uma série infinita de eventos perdedores. Ou seja, quanto maior as perdas consecutivas, maior será a probabilidade de ganhos na próxima aposta. Por exemplo, um sistema baseado neste modelo, prevê dobrar a aposta após um trade perdedor: quem aposta 1 no primeiro, apostará 2 no segundo se tivesse perdido no primeiro; perdendo de novo apostará 4; depois 8; até quando chegar a aposta vencedora que levará o investidor ao lucro na carteira.

martingaleVejamos um exemplo. Vamos usar o lançamento de uma moeda. Na tabela abaixo, podemos ver a evolução de uma carteira virtual iniciada com $100.

Depois de 100 arremessos da moeda, considerando que 54% foram vencedores e 46% perdedores, teríamos quase triplicado o valor da nossa carteira se tivéssemos usado 3% do nosso capital em cada aposta. Já analisando um horizonte de 1000 arremessos e considerando 50,6% como vencedores, alcançaríamos a incrível marca de 48261% de valorização !  martingale2

Essa abordagem pode parecer muito coerente sobre alguns aspectos, mas sem dúvida em muitos casos vai parecer até mesmo ilógica. Afinal de contas se pararmos para pensar, na prática ela traz mais riscos para quem tem menos e menos para quem tem mais ! Além disso, supondo que em nossa carteira comecemos investindo 1% do nosso capital em cada operação, quando alcançarmos a oitava apostas já teremos zerado nossa conta !

 Mas então qual seria a saída? Nesse caso devemos encontrar um método que nos permita diminuir nossa exposição ao risco depois de uma operação perdedora e aumentá-la depois de um trade vencedor.

Descobrir qual percentual empregar e como fazê-lo será abordado no meu próximo artigo sobre o money management e que terá como título Antimartingale. Não perca !

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Money Management

Publicado em 14.07.2014 por na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Money Management

Com o advento da internet o mundo bursátil, assim como diversos outros setores, vem sofrendo gradualmente diversas mudanças. O acesso a informação, antes restrita à aqueles que freqüentavam os pregões fisicamente, hoje está ao alcance de praticamente todos. Sites, blogs, fóruns, cursos online, etc estão a disposição do novo investidor.

Por isso chavões clássicos, rapidamente chegam aos ouvidos dos iniciantes. Quem não conhece celebres frases como: “no mercado, corte rapidamente os prejuízos e deixe os lucros fluírem!” ou “a primeira regra do trading é não ter prejuízo !”.

Essas frases fora de um contexto sem dúvida podem parecer obvias e sem uma finalidade. Porém se aplicadas juntas ao conceito de money management podem ser de muita valia.

Aliás já percebi que o termo money manegement causa muitas interpretações equivocadas e incompletas. É muito comum achar que o termo está relacionado com a correta utilização do stop loss, para que o trade tenha uma possibilidade de ganho superior ao de perda. Um exemplo comum em diversos cursos é definir que um trade que respeita o money management deve ter uma relação lucro x prejuízo de 3 pra 1. Ou então as fórmulas de gestão do dinheiro de Alexander Elder, em seu livro Aprenda a operar no Mercado de Ações,  como a regra dos 2% e 6%.

Na verdade tudo aquilo que está relacionado com a administração da posição pode ser chamado de risk management. Para alguns position sizing representa a escolha do percentual de capital que será utilizado em uma operação. E o money management é a junção dos dois. Ou seja, através desta ciência você vai aprender “quanto” e “como” usar seu capital no mercado financeiro.

Você se surpreenderá com as potencialidades de um bom money management. Através de conceitos matemáticos simples podemos ter uma gestão racional do capital. Nos próximos artigos sobre o assunto, vou abordar esses conceitos que mudaram a minha visão sobre o trading, tornando-o digamos mais cientifico.

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Mahle Metal Leve 3trim.2013

Publicado em 18.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, LEVE3, x Raio X

 

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  • Receita líquida de R$640,7milhões, 9,7% ante 3ºtrim.2012.
  • Ebitda ajustado de R$140milhões,. Margem de 22,3%; cresceu 2,1 p.p.
  • Lucro Líquido de R$78,7milhões. Margem líquida de 12,3%; cresceu 2,9 p.p.
  • Vendas totais de veículos no Brasil se encontram praticamente no mesmo patamar das do ano passado. Pequena elevação de 0,1%. Já a produção cresceu 14,1%.
  • Na Argentina, as vendas cresceram 19% e a produção 10,9%. No Mercosul, vendas +3,4% e produção +13,5%.
  • Os produtos da Mahle para motores são utilizados em veículos não só no Brasil mas também no Mercosul. Por isso é importante analisar as vendas de todos o bloco.
  • Lançamento de mais 2 novos produtos em componentes de motores e aplicação de mais 6 novas patentes (aumento da durabilidade dos componentes e redução de consumo de combustível).
  • Desenvolvimento de uma nova metodologia de medição de consumo de combustível de alta precisão, capaz dar suporte aos desenvolvimentos para o Inovar-Auto.
  • Considerando a receita total, o mercado interno responde por 64,2% e o mercado externo 35,8%.
  • Divisão por mercados de exportação e por produtos:

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  • Endividamento líquido da empresa é de R$243,4milhões. Redução do endividamento líquido em R$ 108 milhões (-31%): devido principalmente a uma geração de caixa liquida de R$133 milhões, bem como a um aumento da captação em R$36 milhões.
  • Do total da dívida da empresa, apenas 20% é de curto prazo. No início do ano, essa dívida de CP era de 59%.
  • Investimentos de Janeiro a setembro de 2013 foi de R$66,5milhões. Os investimentos previstos para o ano são de R$129,4milhões.
  • A dúvida sobre a volta do IPI (de 2% para 7%) nos veículos prejudica traçar uma expectativa no curto prazo.
  • A direção na teleconferência espera que o crescimento da empresa em 2014 seja pelo menos igual ao PIB.
  • O câmbio dentro de um novo patamar pode trazer resultados muito positivos nos próximos trimestres.
  • A empresa tem ainda R$100milhões de dividendos/JCP para serem distribuídos até o final do ano e início do ano que vem.

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Opinião CHR: A situação do segmento automobilístico não é das melhores. A forte base de comparação do ano passado não favorece os números deste ano. A Metal Leve porém se diferencia principalmente pela sua capacidade de investimento em tecnologia, permitindo se diferenciar de eventuais concorrentes. Além disso, a empresa é uma boa pagadora de dividendos, dando aos papeis da cia um caráter muito defensivo dentro de um portfolio.Importante acompanhar: a bela evolução das margens da cia e o possível corte no desconto da alíquota do IPI.

Gráficos: A LEVE3, atualmente cotada nos R$28,00, trabalha muito próxima de sua máxima histórica. A resistência nos R$29,00 é a última barreira. Desde o fundo da crise do subprime em 2009, a LEVE3 teve uma bela valorização superior aos 700%, deixando um canal de alta muito bem delineado. E mesmo este ano, que o Ibov patinou muito, o ativo já apresenta uma alta de 15%. O Suporte no curto prazo é nos R$27,00.

LEVE3 LEVE3m

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Kepler Weber 3trim.2013

Publicado em 13.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, KEPL3, x Raio X

  • Receita Líquida foi de R$166,9milhões, +76% ante 3trim.2012.
  • Lucro líquido de R$19,8milhões, +172,2%. Margem líquida de 11,8%.
  • Ebitda de R$ 35,7milhões, +192,1%. Margem Ebitda de 21,4%.
  • O desempenho da Receita Líquida em 2013 reflete o excelente momento do mercado agribusiness, impulsionado pelo aumento da demanda por armazenagem através das linhas de financiamento e pelos volumes recordes da safra.
  • Os números de lucratividade da cia neste 3ºtrimestre foram recordes na sua história de 88 anos de atuação no mercado.
  • A taxa de sucesso dos negócios brasileiros nos quais a Companhia participou no terceiro trimestre de 2013 apresentou um crescimento de 9,2 p.p., passando de 54,2% em 2012 para 63,4%, ampliando sua liderança no mercado doméstico.

Receita por segmento:

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  • O giro dos estoques está inferior em 25 dias quando comparado com o mesmo período de 2012.
  • Receita Líquida das exportações apresentou um recuo de 6,4%, R$ 17,8 milhões no 3T13 contra R$ 19,0 milhões no mesmo período do ano anterior .
  • O CPV somou R$ 114,2 milhões no terceiro trimestre de 2013, correspondendo a 68,4% da Receita Líquida da Companhia, contra R$ 73,3 milhões no mesmo período de 2012 (77,3%), apresentando um decréscimo de 8,9 p.p.
  • As despesas operacionais totalizaram R$ 9,1 milhões no 3T13. No mesmo período em 2012 as despesas com vendas totalizaram R$ 6,4 milhões. Em relação à Receita Líquida reduziram 1,3 p.p..
  • As despesas gerais e administrativas apresentaram aumento (R$ 9,1 milhões no 3T13 e R$ 6,0 milhões no 3T12) decorrente dos gastos com consultoria em projetos estratégicos, visando melhor desempenho e buscando redução de custos.
  • As disponibilidades apresentaram um crescimento de 38,1% em relação ao ano anterior, montando em R$ 153,6 milhões contra R$ 111,2 milhões em 2012.
  • O endividamento líquido do terceiro trimestre de 2013 reduziu 253,6% em comparação com o ano de 2012, reflexo do aumento das disponibilidades, e o endividamento total diminuiu em 11,1% em relação ao valor apurado em 2012.
  • Os investimentos totalizaram R$ 20,4 milhões, (R$ 18,9 milhões no mesmo período de 2012), e se destinaram à modernização dos parques industriais (R$ 9,7 milhões), melhorias em prédios e instalações (R$ 1,7 milhão), à aquisição de softwares, equipamentos de informática e segurança da informação (R$ 7,5 milhões) e ao desenvolvimento de novos produtos (R$ 1,5 milhão).
  • A empresa aprovou recente a política de dividendos. A expectativa é que seja distribuído aproximadamente 50% do lucro líquido.

 

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Opinião CHR: Em um artigo anterior e principalmente em meus tweets durante 2013, eu chamei a atenção para o setor agrícola e especificamente para a reformulação que estava em curso na Kepler Weber. O papel KEPL3 a pouco tempo atrás era sinônimo de mico e vítima de movimentos meramente especulativos. Hoje em dia, o ativo, listado no Novo Mercado, é admirado e pretendido até por aqueles investidores de perfil mais longo.
Essa mudança ocorreu principalmente por uma conjunção de fatores. Incentivo governamental, bom momento da agricultura com safras recorde e uma eficiente administração da cia. Os frutos começam a ser colhidos. A valorização da KEPL3 em 2013 já supera os 150%.
Os ventos parecem ainda favoráveis para o próximo ano, mas é preciso um acompanhamento minucioso do setor que, como já mostrou no passado, é muito sensível as dinâmicas sazonais do mercado de commodities agrícolas.

Gráficos: O que falar dos gráficos na KEPL3? O papel trilha uma bela tendência de alta desde o rompimento da resistência nos R$15,40 – R$15,70 (gráfico semanal). Atualmente testa uma nova resistência por volta dos R$32,00. Foi neste patamar de preços que o ativo deixou um topo relevante no início de 2010. Se superar esta resistência a simetria sugere um novo rali de alta com objetivos em preços negociados pelo ativo antes da grave derrocada de suas ações em 2007.

 

KEPL3s KEPL3m

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Alpargatas 3trim.2013

Publicado em 12.11.2013 por na(s) categoria(s) ALPA4, Análises, x Raio X

 

 

  • Receita líquida consolidada foi de R$ 865milhões, +8,9% ante 3trim.2012.
  • Lucro Líquido consolidado R$74,5milhões, +0,5% . Margem líquida 8,6%, 0,7 p.p. abaixo 3trim.2012.
  • Ebitda consolidado R$104,7milhões, +1,4%. Margem Ebitda foi de 12,1%, 0,9p.p. abaixo do 3trim2012.
  • Alpargatas enfatizou a e=intenção de se transformar em uma gestora de marcas global.
  • Destaques: alta de 48% no volume de Mizuno, avanço de 7,5% nas vendas de Rainha e incremento de 31% no volume de vendas de calçados Timberland para o canal multimarcas.
  • A fábrica de Montes Claros entrou em operação apenas em Outubro, não trazendo portanto, ainda benefícios para o 3º trimestre.
  • Forte crescimento de 12,2% na receita da Alpargatas Argentina.
  • Participação dos modelos mais sofisticados no mix de vendas das sandálias Havaianas passou de 45%, no 3T12, para 53%, no 3T13.
  • o volume de vendas de sandálias Havaianas somou 142,467 milhões de pares no Brasil, quantidade 2,8% menor que a dos nove meses de 2012. Desse total, 47,705 milhões de
  • pares foram comercializados no 3T13, ante 50,164 milhões no 3T12.
  • Em nove meses foram comercializados 7,859 milhões de pares de calçados esportivos das marcas Mizuno, Topper, Rainha e Timberland, dos quais 2,840 milhões no 3T13. Esses volumes foram 18,9% e 7,1% maiores que os dos 9M12 e do 3T12, respectivamente.
  • O varejo Havaianas encerrou setembro com 305 lojas no Brasil, ante 244 no mesmo mês de 2012.
  • A quantidade de unidades comercializadas pelas subsidiárias Alpargatas USA e Alpargatas Europa, somada às exportações, totalizou 26,671 milhões, volume 11,3% superior ao dos 9M12.
  • A receita líquida do negócio internacional de sandálias acumulou R$ 331,1 milhões até setembro, montante 25,1% superior ao do mesmo período do ano passado.
  • A restrição da capacidade de produção das sandálias continuou sendo o gargalo para que os números do trimestre não fossem melhores.
  • O crescimento do varejo tem contribuído para ampliar o conhecimento em relação às marcas e o volume de vendas. No encerramento do terceiro trimestre, 539 lojas exclusivas da Alpargatas estavam em operação no Brasil e no exterior.

 

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  • Chama a atenção a forte redução do n. de lojas da Havaianas no exterior. No 2trim.2013 eram 154 e agora são 92. A empresa já tinha mencionado a intenção de fechar lojas que geravam pouco retorno.
  • Em nove meses de 2013 o ciclo de conversão de caixa médio foi de 64 dias, em linha com o do mesmo período do ano passado.
  • Em 30/09/2013, a Alpargatas apresentava saldo de caixa de R$ 747,5 milhões, ante R$ 660,3 milhões na mesma data do ano anterior.
  • Em 30 de setembro de 2013 o endividamento financeiro consolidado da Alpargatas totalizava R$ 521,4 milhões, sendo R$ 324,7 milhões denominados em reais e R$ 196,7 milhões denominados em moeda estrangeira.
  • A empresa confirmou a preocupação será a volatilidade do real frente ao dólar. Por essa razão, a proteção contra as variações da taxa de câmbio deve prosseguir por meio da execução da política de hedge.

 

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Opinião CHR: Um bom balanço. Mas sem dúvida, os resultados seriam muito melhores se o problema do gargalo produtivo já tivesse sido resolvido pela nova fábrica de Montes Claros. A expectativa é que no 4ºtrimestre a Alpargatas já consiga saciar a forte demanda pelas suas sandálias. A expansão do mercado internacional também agradou. Ainda não ficou muito clara a estratégia para a marca Osklen, adquirida a aproximadamente 1 ano. Com a alta do dólar, muita atenção para o preço da borracha que pode espremer ainda mais as margens da cia.

Gráficos: ALPA4 vem em um belo rali de alta desde o fundo deixado em Agosto deste ano. Isso representa uma valorização superior aos 20% em 3 meses. Hoje o ativo, começa a mostrar os primeiros sinais de esgotamento da tendência a violar ao média móvel de 20 dias. Ao analisarmos o gráfico semanal não ajustado, percebemos que a faixa dos R$ 15,50 – R$15,70, representa uma resistência importante, já que em outubro do ano passado e em Maio deste ano, o papel formou topos importantes.

ALPA4 ALPA4s

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RaiaDrogasil 3trim.2013

Publicado em 08.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, RADL3, x Raio X

 

  • Lucro Líquido Ajustado: R$ 42,6 milhões, 2,5% de margem líquida.
  • Receita Bruta foi de R$1.683 milhões, +15,9%. Margem bruta foi de 26,8%. 0,6pp acima do 3trim2012.
  • Ebitda ajustado foi de R$90,8milhões. Margem de 5,4%.
  • Despesas com vendas foram de R$317milhões. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 43,9 milhões no trimestre. Um crescimento, respectivamente, de 21% e 19% em relação ao mesmo trimestre de 2012.
  • A desoneração não voltou e a empresa foi obrigada a recompor a provisão, pressionando as despesas.
  • O aumento salarial em SP ocorreu em Julho e também influenciou nas despesas. A empresa possui dois CDs em SP.
  • 931 lojas em operação (abertura de 29 lojas e 6 fechamentos) . Em 2013, já foram abertas 90 lojas. O guidance são de 130.
  • A RaiaDrogasil é a empresa que mais as abre farmácias no país.
  • Market share foi de 9,8% no trimestre; 0,2 pp abaixo do trimestre do 3trim de 2012. O market share foi distorcido pelo aumento da base de informantes do IMS. Considerando a mesma base de 2012, a RaiaDrogasil teria ganho 0,2 ponto percentual.
  • Crescimento de vendas foi de 15,9%, com 9,9% nas mesmas lojas e 4,9% nas lojas maduras.
  • OTC foi o destaque do trimestre. Genéricos perderam 0,3 p.p. no mix de vendas devido à problemas logísticos com um dos nossos maiores fornecedores .
  • Melhora no ciclo de caixa em 5 dias. Destaque para a redução expressiva do ciclo de estoques.
  • Direção mostrou descontentamento com o crescimento baixo das vendas mesmas lojas maduras de 4,9%, abaixo da inflação.
  • A integração do sistema está em curso e a empresa já identifica as vantagens de tal processo. Previsão de conclusão é em Março.
  • Segundo a direção da empresa, a RaiaDrogasil será a única empresa completamente integrada, trazendo ganhos expressivos nos trimestres de 2014.
  • 551 lojas da empresa participam do programa Farmácia Popular do governo.
  • Segundo a direção da empresa, a perda de market share em SP se deve principalmente a operação da cia e não ao avanço dos concorrentes.
  • A direção enfatizou na teleconferência que não considera que o ambiente macro econômico mais desafiador influencie a operação da empresa. Isso pelo fato de a empresa possuir um perfil mais defensivo.

 

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Opinião CHR: Não foi um bom trimestre para a empresa. O crescimento expressivo nas despesas, apesar de justificado, chama a atenção. Além disso, a empresa mostrou dificuldade de evoluir no seu market share. E isso ainda sem contar com a entrada de um novo concorrente de peso, que é o caso do grupo Ultrapar através da recente aquisição da Extrafarma. De positivo, a forte redução do ciclo de estoque e a boa evolução do sistema de integração devem trazer resultados positivos nos próximos trimestres.
Como de costume, o mercado já antecipou em muito esse quadro pessimista. O ativo RADL3 cai mais de 25% no ano. É importante lembrar, que o segmento de farmácias é muito promissor, principalmente considerando o aumento do poder de compra do trabalhador e a elevação da idade média da população.

Gráfico: A RADL3 testa um importante suporte nos R$16,00. Neste patamar, o ativo já formou um topo em Outubro de 2010 e um fundo, recentemente,  em Agosto/2013. Também nesta região, encontramos a retração de 61,8% de Fibonacci de toda a perna de alta que iniciou em Julho de 2011.
Apesar do suporte relevante, a tendência em todos os tempos gráficos, é claramente de baixa e não existe ainda nenhum sinal, no curto prazo, de reversão.

 

RADL3 RADL3s

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BRMalls 3trim.2013

Publicado em 07.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, BRML3, x Raio X

  • Receita líquida alcançou R$322,4 milhões, crescendo 15,8%.
  • O NOI totalizou R$299,1 milhões no 3T13, um crescimento de 16,4% sobre o NOI do 3T12, registrando uma margem de 92,2% no trimestre.
  • a maior margem na história da BRMALLS. Nosso NOI mesmos shoppings cresceu 12,0% no trimestre quando comparado ao 3T12.
  • O EBITDA ajustado registrou R$259,0 milhões no trimestre, um aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA ajustado do trimestre foi de 80,3%.
  • O FFO ajustado alcançou R$130,9 milhões, 37,4% acima dos R$95,3 milhões registrados no 3T12. A margem FFO ajustado do trimestre foi de 40,6%.
  • O lucro líquido ajustado alcançou no 3T13 R$128,4 milhões, 32,2% acima dos R$97,2 milhões do 3T12. A margem do lucro líquido ajustado foi de 39,8%.
  • O aluguel mesmas lojas alcançou 9,3% enquanto as vendas mesmas lojas cresceram 8,1% no 3T13.
  • A taxa de ocupação dos nossos shoppings finalizou o trimestre com 97,6% da sua ABL locada. Dos 51 shoppings que detínhamos participação no 3T13, 24 apresentaram uma taxa de ocupação maior do que 99%. Essa taxa porém vem caindo, no 4trim2012 era de 98,3%.
  • A inadimplência líquida atingiu 0,5%, redução de de 0,4 p.p comparado ao 3T12.
  • O custo da dívida foi reduzido de TR + 11,16% para TR + 9,80%.
  • A BRMalls vem conseguindo aumentar o aluguel e mesmo assim reduzir o custo de ocupação total do lojista, que caiu de 10,7% no 3T12 para 10,2% no 3T13.
  • Inauguração da expansão do Natal Shopping, acrescentando 9,5 mil m² de ABL total e 4,8 mil m² de ABL próprio ao shopping.
    Novas expansões estão em curso. São elas: Contagem, NorteShopping, Recife, Capim Dourado e Sete Lagoas.
  • Ao longo do terceiro trimestre a companhia investiu um total de R$172,1 milhões.
  • Dívida Bruta era deR$4.679,9 milhões, o que representa uma queda de 0,5%, ou R$43,9 milhões em relação ao 2T13.
  • A posição de caixa da BRMALLS encerrou o terceiro trimestre de 2013 em R$373,1 milhões, uma variação negativa de 37,6% em relação aos R$598,2 milhões do segundo trimestre de 2013. E portanto a ívida líquida foi de R$ 4.306,9 milhões.
  • O valor do aluguel por m2 foi de R$91. No 3trim2012 estava em R$89.
  • A cia apresentou um nível de pagamento em atraso (30dias) muito baixo. Apenas 3,1% dos seus lojistas atrasaram o pagamento.
  • O leasing spread de aluguel dos novos contratos e das renovações dos contratos em shoppings existentes foi de 20,5% e 23,3%, respectivamente.

 

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Opinião CHR: O cenário macro econômico do país se deteriorou muito nos últimos 2 anos. E é inegável que o setor de shoppings centers sente este reflexo. Mas quando observamos os números da BRMalls, esse quadro não parece assim tão sombrio. A empresa consegue crescer nas vendas mesmas lojas (+8,1%) e ainda manter um leasing spread muito atraente (acima de 20%). A cultura da meritocracia e a força de escala da empresa tem alcançado resultados mesmo com a economia brasileira mais devagar. Me parece exagerada a desvalorização de quase 30% que as ações da cia vem apresentando em 2013.
Assim como já enfatizei em outros artigos sobre a empresa, é preciso acompanhar de perto o nível de endividamento da cia. Principalmente porque, a alta da Selic pode exercer uma pressão desagradável no futuro.

Gráficos: A BRML3 testou recentemente a média móvel de 200 períodos e deixou um topo próximo dos R$22,00. No gráfico semanal identificamos uma LTB que vem sendo respeitada que vem desde a máxima histórica do ativo. O IFR (2) no gráfico semanal se aproxima do patamar dos 10 pontos, que no passado se mostrou uma região que indicava o ativo estar sobrevendido.

BRML3 BRML3s

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Cielo 3trim.2013

Publicado em 06.11.2013 por na(s) categoria(s) Análises, CIEL3, x Raio X

 

Cielo - Relações com Investidores

 

  • Lucro Líquido de R$ 689,2 milhões ,+17,0% e Margem Líquida de 39,6%.
  • EBITDA de R$ 929,7 milhões,+19,0% e Margem EBITDA de 53,5%.
  • Volume financeiro de transações, no critério mercado, totalizou R$ 113,2 bilhões, +17,6% e Volume Financeiro de transações, critério contábil, totalizou R$ 112,8 bilhões, +17,8%
  • Receita operacional líquida R$ 1,7 bilhão, +31,6%.
  • POSs instalados no 3trim. foram de 1751, 5,5% acima dos 1659 do 3trim.2012. Pontos de vendas ativos cresceram 9,8%, para 1417.
  • Gastos subiram 47,8% para R$907milhões. Números já incluem consolidação da Marchant E-Solutions.
  • Despesas operacionais cresceram 106% e atingiram R$63,8milhões. Boa parte deste montante se deve a uma fraude identificada nas operações eletrônicas.
  • Receita Bruta da antecipação de recebíveis foi de R$ 312milhões, +50,4% ante 3trim2012.
  • Relação entre os volumes antecipados e o total de transações no cartão de crédito foi de 16,6%, a maior da história da cia. Direção acredita que este percentual pode ser factível para os próximos trimestres.
  • Novo concorrente no horizonte: empresa (Projeto Stone) formada por ex-executivos da Braspag juntamente com o BTG Pactual.
  • Market share do setor: Cielo 55,26%, Rede 40%, Santander 5,3%.

 

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Opinião CHR: Apesar de a abertura do mercado de cartões já ter ocorrido desde o ano passado, em 2014, a Cielo deve começar a sentir, de fato, a pressão da concorrência. Novos players e a agressividade da Rede e do Santander devem reduzir o atual market share da companhia. Além claro de pressionar as margens (veja gráfico acima).
De qualquer forma, a direção já vem alertando os analistas e os investidores quanto a este cenário no futuro. A empresa continua com uma sólida posição de caixa e vejo um diferencial ainda gritante quanto ao investimento em tecnologia em relação as demais empresas do setor. A valorização de 50% em 2013, chama a atenção e indica que o papel se encontra bastante esticado. o P/L acima de 20 confirma essa ideia.

Gráficos: Em tendência de alta em qualquer que seja a periodicidade analisada. Depois do balanço, a CIEL3 parece deixar um topo na sua máxima histórica próximo dos R$ 69,00. O suporte imediato no gráfico diário é o fundo nos R$ 64,50. É provável que nas próximas semanas o ativo continue repercutindo o cenário mais desafiador do setor e lateralize ou continue corrigindo afim de afrouxar um pouco os indicadores técnicos que se encontram bastante sobre-comprados.

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